quinta-feira, 30 de junho de 2011

Os Jograis da Nossa Escola







Título:  я помню  чудное мгновенье
Autor: Alexander Pushkin

Música: Prelúdio para piano, Opus 28: Nº 4
Compositor: Frédéric Chopin
Piano (a): Arthur Rubinstein
Piano (b):  Grigory Sokolov
Duração:1:56' (a) ; 2:20' (b)

Jogral: Corina Dumitrascu


Clica aqui (a)
e aqui para a versão em português (b)






Título: Antologia poética
Poema: Viagem
Autor: Miguel Torga

Música:  Sinfonia nº 5- Adagietto
Compositor: Gustav Mahler
Maestro: Leonard Bernstein
Duração: 1:19'

Jogral: Gonçalo Vale


Clica aqui






Título: Cem anos de solidão
Autor: Gabriel Garcia Marques


Música: Cantilena
Compositor: Osvaldo Lacerda  
Intérprete: Duo Barrenechea
Duração: 13:18'

Jogral: Wilma Ferreira


Clica aqui







Título: O nome da rosa
Autor: Umberto Eco

Música: canto gregoriano: Choir of the Abbey of Mount Angel
Maestro: Dom David Nicholson, OSB  
Duração: 11:59'

Jogral: Beatriz Fernandes




Clica aqui






Título: O coração das trevas
Autor: Joseph Conrad

Música: Secret Agent
Compositor: Philip Glass  
Duração: 13:14'

Jogral: Beatriz Fernandes




Clica aqui





Título: O cão dos Baskervilles
Autor: Sir Arthur Conan Doyle

Música: La Mer: Dialogue du Vent et de la Mer
Compositor: Claude Debussy
Maestro: Arturo Toscanini
Duração: 10:43'


Jogral: Frederico Mendonça


Clica aqui






Título: Berta, a Grande
Autor: Cuca Canals


Música: La Vita è Bella
Compositor: Nicola Piovani
Duração:15:24'


Jogral: Wilma Ferreira


Clica aqui





Título: Marley e eu
Autor: John Grogan

Música: Shiny Happy People
Compositor: R.E.M.
Duração: 7:56'



Jogral: Mª Inês Félix


Clica aqui










Título: O Estranho Caso do Dr. Jekyll e do Sr. Hyde
Autor:  Robert Louis Stevenson


Música: Night On Bald Mountain
Compositor: Modest Mussorgsky
Duração: 5:56'

Jogral: André Moutinho


Clica aqui





Título: O Cão dos Baskervilles
Autor:  Arthur Conan Doyle

Música: Dialogue du Vent et de la Mer
Compositor: Claude Debussy
Maestro: Arturo Toscanini
Duração: 10:43'

Jogral: Frederico Mendonça




Clica aqui






Título: Berta, a Grande


Autor: Cuca Canals

Música: La Vita è Bella
Compositor: Nicola Piovani
Duração: 15:24'

Jogral: Wilma Ferreira



Clica aqui





Título: Marley e Eu

Autor: John Grogan

Música: Shiny Happy People
Compositor: R.E.M
Duração: 7:56'

Jogral: Mª Inês Félix



Clica aqui



Título: Não Olhes Agora

Autor: Daphne du Maurier

Música: Trois Gnossiennes
Compositor: Erik Satie
Duração: 10:55'

Jogral: Mª Beatriz Figueira



Clica aqui




Título: O Retrato de Dorian Gray 
Autor: Oscar Wilde

Música: Sadness Waltz
Compositor: Charlie Mole
Duração: 7:15'


Jogral: Bárbara Ferreira



Clica aqui




Título: A Bela Infanta 
Autor: Almeida Garrett

Música: A Bela Infanta
Álbum: Do Romance ao Galope Nordestino
Intérprete: Quinteto Armorial
Duração: 3:13'

Jograis: Wilma Ferreira, Hugo Sequeira Santos, Sofia Carvalho



Clica aqui
 



Título: Homenzinhos
Autor: Louisa May Alcott

Álbum: Little Women
Compositor: Thomas Newman
Duração: 4:53'


Jogral: Leila Marques



Clica aqui





Título: O Perfume
Autor: Patrick Suskind

Álbum: Perfume - The Story of a Murderer
Compositores: Tom Tykwer, Johnny Klimer e Reinhold Heil
Duração: 9:11'


Jogral: Yuri Assis



Clica aqui





Título: O Sorriso dos Afogados
Autor: José Luís Peixoto

Música: Pavane pour une Infante Défunte
Compositor: Maurice Ravel
Duração: 11:12'


Jogral: Laura Menezes



Clica aqui





Título: O Velho Que Lia Romances de Amor
Autor: Luís Sepúlveda


Música: cântico dos ameríndios Shuar do Equador; sons da selva
Duração: 14:17'


Jogral:  Ana Pereira



Clica aqui





Título: Artur e a Vingança de Maltazard
Autor: Luc Besson

Música: Arthur and the Minimoys Suite
Compositor: Eric Serra
Duração: 8:10'



Jogral: Wilma Ferreira


Clica aqui






Título: As Antigas e Novas Andanças do Demónio
Autor: Jorge de Sena

Música: Prélude à l'après-midi d'un faune
Compositor: Claude Debussy
Duração: 10:00'


Jogral: Nádia Estrela António



Clica aqui





Título: Ulisses
Autora: Maria Alberta Menéres

Música: The Ancient Greek Lyre
Duração: 4.23'



Jogral: Madi Jaquite



Clica aqui
















segunda-feira, 13 de junho de 2011

Concurso de Ortografia




Parabéns ao vencedor Sandro Ferreira, do 8º B!

sábado, 4 de junho de 2011

José Saramago

De como a personagem foi mestre e o autor seu aprendiz
 in "Discursos de Estocolmo" 



Autobiografia

Nasci numa família de camponeses sem terra, em Azinhaga, uma pequena povoação situada na província do Ribatejo, na margem direita do rio Almonda, a uns cem quilómetros a nordeste de Lisboa. Meus pais chamavam-se José de Sousa e Maria da Piedade. José de Sousa teria sido também o meu nome se o funcionário do Registo Civil, por sua própria iniciativa, não lhe tivesse acrescentado a alcunha por que a família de meu pai era conhecida na aldeia: Saramago. (Cabe esclarecer que saramago é uma planta herbácea espontânea, cujas folhas, naqueles tempos, em épocas de carência, serviam como alimento na cozinha dos pobres). Só aos sete anos, quando tive de apresentar na escola primária um documento de identificação, é que se veio a saber que o meu nome completo era José de Sousa Saramago...
(...)
Talvez por ter participado na Grande Guerra, em França, como soldado de artilharia, e conhecido outros ambientes, diferentes do viver da aldeia, meu pai decidiu, em 1924, deixar o trabalho do campo e trasladar-se com a família para Lisboa, onde começou a exercer a profissão de polícia de segurança pública, para a qual não se exigiam mais "habilitações literárias" (expressão comum então...) que ler, escrever e contar. (...). Embora as condições em que vivíamos tivessem melhorado um pouco com a mudança, nunca viríamos a conhecer verdadeiro desafogo económico. Já eu tinha 13 ou 14 anos quando passámos, enfim, a viver numa casa (pequeníssima) só para nós: até aí sempre tínhamos habitado em partes de casa, com outras famílias.
(...)
Entretanto, meus pais haviam chegado à conclusão de que, por falta de meios, não poderiam continuar a manter-me no liceu. A única alternativa que se apresentava seria entrar para uma escola de ensino profissional, e assim se fez: durante cinco anos aprendi o ofício de serralheiro mecânico. O mais surpreendente era que o plano de estudos da escola, naquele tempo, embora obviamente orientado para formações profissionais técnicas, incluía, além do Francês, uma disciplina de Literatura. Como não tinha livros em casa (livros meus, comprados por mim, ainda que com dinheiro emprestado por um amigo, só os pude ter aos 19 anos), foram os livros escolares de Português, pelo seu carácter "antológico", que me abriram as portas para a fruição literária: ainda hoje posso recitar poesias aprendidas naquela época distante. Terminado o curso, trabalhei durante cerca de dois anos como serralheiro mecânico numa oficina de reparação de automóveis. Também por essas alturas tinha começado a frequentar, nos períodos nocturnos de funcionamento, uma biblioteca pública de Lisboa. E foi aí, sem ajudas nem conselhos, apenas guiado pela curiosidade e pela vontade de aprender, que o meu gosto pela leitura se desenvolveu e apurou.(...)

José Saramago

Continuação da autobiografia de Saramago no sítio da Fundação José Saramago.



A Maior Flor do Mundo





Sobre literatura, compromisso e transformação social

(...) Em que ficamos, então? Se as sociedades não se deixam transformar pela literatura, ainda que esta, numa ou noutra ocasiões, possa ter tido nas sociedades alguma superficial influência, se, pelo contrário, é a literatura a que se encontra permanentemente assediada por sociedades, como são estas de hoje, que não lhe exigem mais do que as fáceis variantes duma mesma anestesia do espírito que se chamam frivolidade e brutalidade – como poderemos nós, sem esquecer as lições do passado e as insuficiências de uma reflexão dicotómica que se limitaria a fazer-nos viajar entre a hipótese, nunca satisfatoriamente verificada, de uma literatura agente de transformações sociais, e a evidência de uma literatura, outra, esta, que parece não ser capaz de fazer mais do que recolher os destroços e enterrar as vítimas das batalhas sociais –, como poderemos nós, insisto, ainda que provocando a troça das futilidades mundanas e o escárnio do senhores do mundo, voltar a um debate sobre literatura e compromisso, sem parecer que estamos falando de restos fósseis?
Espero que no futuro próximo não venham a faltar respostas a esta pergunta e que cada uma delas, ou todas juntas, possam fazer-nos sair da dolorosa e resignada paralisia de pensamento e acção em que parecemos comprazer-nos. Por minha parte, limito-me a propor, sem mais rodeios, que regressemos rapidamente ao Autor, a essa concreta figura de homem ou de mulher que está por trás dos livros e sem a qual a literatura seria coisa nenhuma, não para que ele ou ela nos digam como foi que escreveram as suas grandes ou pequenas obras (o mais certo é não o saberem eles próprios), não para que nos eduquem e guiem com as suas lições (que muitas vezes são os primeiros a não seguir), mas simplesmente para que nos digam quem são, na sociedade que, eles e nós, somos, para que se mostrem todos os dias como cidadãos deste presente, mesmo que, como escritores, creiam estar trabalhando para o futuro. O problema não está em, supostamente, se terem extinguido as razões e causas de ordem social, ideológica ou política que, com resultados estéticos tão variáveis quanto as intenções, levaram ao que se chamou literatura de compromisso, no sentido moderno da expressão; o problema está, mais cruamente, em que o escritor, regra geral, deixou de comprometer-se, e em que muitas das teorizações em que hoje nos deixamos envolver não têm outra finalidade que constituir-se como escapatórias intelectuais, modos de ocultar, aos nossos próprios olhos, a má consciência e o mal-estar de um grupo de pessoas – os escritores – que, depois de se terem olhado a si mesmos, durante muito tempo, como luz divina e farol do mundo, acrescentam agora, à escuridão intrínseca do acto criador, as trevas da renúncia e da abdicação cívicas.
Depois de morto, o escritor será julgado segundo aquilo que fez. Reivindiquemos, enquanto ele estiver vivo, o direito a julgá-lo também por aquilo que é.

José Saramago
(Excerto do colóquio em Málaga, publicado na Revista Quimera)


                 
Romances:
Terra do pecado (romance), 1947; 2004
Manual de pintura e caligrafia (romance), 1976; 2006
Levantado do chão (romance), 1980 ; 2008
Memorial do convento (romance), 1982 ; 2009
O ano da morte de Ricardo Reis (romance), 1984 ; 2009
A jangada de pedra (romance), 1986 ; 2010
História do cerco de Lisboa (romance), 1989 ; 2006
O Evangelho segundo Jesus Cristo (romance), 1992 ; 2009
Ensaio sobre a cegueira (romance), 1995 ; 2009
Todos os nomes (romance), 1997 ; 2007
A caverna (romance), 2000 ; 2001
O homem duplicado (romance), 2002 ; 2003
Ensaio sobre a lucidez (romance), 2004
As intermitências da morte (romance), 2005 A viagem do elefante (romance), 2008;Caim (romance), 2009 

  • Apresentação do Prémio Nobel
  • Reacções à escolha deste autor

Discursos de Estocolmo proferidos na cerimónia da entrega do Prémio Nobel de Literatura, em 1998.
A Clarabóia - romance inédito (excerto)

Sítio web da Biblioteca Nacional dedicado ao escritor, onde se encontram, digitalizados, textos dactiloscritos com correcções do autor.



José Saramago
[Azinhaga/Golegã, 1922 - Lanzarote/ilhas Canárias/Espanha, 2010]






segunda-feira, 23 de maio de 2011

Agustina Bessa-Luís


OS MUNDOS FECHADOS DE AGUSTINA


Agustina Bessa-Luís nasceu em Vila Meã, Amarante (região do Douro), em 1922. A sua infância e adolescência foram passadas nesta região, cuja ambiência marcará fortemente a obra da escritora. Estreou-se como romancista em 1948 com a novela Mundo Fechado, cujo título actua como que uma espécie de definição de toda a sua produção literária e do próprio mundo de Agustina – na verdade, a ambiência das suas obras vive de «mundos fechados», bem como a sua própria escrita se encontra «fechada» a qualquer tentativa de contextualização, em termos de correntes, na história da literatura portuguesa. Manteve, desde então, um ritmo de publicação pouco usual nas letras portuguesas, contando até ao momento com mais de meia centena de obras. Tem representado as letras portuguesas em numerosos colóquios e encontros internacionais e realizado conferências em universidades um pouco por todo o mundo...
Centro de Documentação de Autores Portugueses
05/2004

Continuação da biografia de Agustina no sítio da Direcção-Geral do Livro e das Bibliotecas.





PARA VILA-MEà

Felizes os que chegam a uma idade longa com as recordações dos primeiros anos. Porque nada melhor que a companhia dessas memórias douradas para nos fazer acreditar na imortalidade. Somos imortais pelo que recordamos e não pelo que vivemos.
Esta terra onde nasci é o melhor caminho para as minhas recordações. Daqui se parte para o lugar do Barral onde teve casa a minha família materna com cinco filhas, sendo uma delas Justina, minha avó de que bastante falei nos meus  livros. Do lugar do Barral à casa do Paço era mau caminho, entre campos de milho e ribanceiras, onde, no verão, havia cachos de amoras. O lugar do Paço foi uma escola mais importante do que a das letras. A gente que lá vivia despertou em mim a expectativa pelo extraordinário. Eu ouvia as histórias como se fossem retratos do mundo ainda por descobrir e, naquele trono que era o preguiceiro, minhas tias falavam dos sete pecados mortais como se fossem gente viva e pronta a bater à porta. Não falavam com horror nem consentimento. Eu aprendi assim que não há senão fraquezas e pactos melancólicos com a tentação. Para ver que há beleza no mundo bastava descer até ao tanque, quem vai para a eira, e reparar que nasciam as primeiras túlipas. Bastava ver as ovelhas com os balidos mansos, ao entardecer, ou ver o leite acabado de mungir, tão branco e espumoso como uma bebida espirituosa. Tudo isso me fez escritora, tudo me caiu no coração como um sino de prata que não pára de tinir como se o  vento o bulisse.
Vila-Meã em dia de feira, com os ourives, os vendedores de leitões que de tão cor-de-rosa pareciam pintados, era para mim uma peregrinação, com minha tia adiante segurando o guarda-sol preto e com aquele sorriso que lhe descobria um dente desacertado. Ela gostava de falar, falava sem parar ao sol de Agosto como se estivesse no parque mais fresco, no bosque de Viena pelo menos. Agora estou a parecer-me com ela, sou capaz de tomar o rumo duma conversa e não o largar, horas a fio. É extraordinário como temos em nós tantas heranças e vamos gastando umas e outras fazendo com que os nossos parentes passem por nós, acenando ao passar.
Nasci, como sabem, numa casa aqui perto. Nasci num domingo, o que é bom presságio. Nos países nórdicos, quem nasce ao dominho será capaz de prever o futuro. Não me agradaria ter esse dom, porque adivinhar não é saber; sobretudo perde-se a fantasia da curiosidade e da teia romanesca que é matéria do escritor.
A Sibila, essa sim, gostava de ser adivinha. Brincava a prever as coisas, raramente se enganava. Tinha orgulho nessa esperteza que alguns povos desenvolvem com a atenção de observar tudo o que os rodeia. Observam como quem colhe plantas para fazer medicina caseira; a tudo dão importância e tudo em mantido em sigilo que é a chave da persuasão.
Eu sinto grande vaidade na honra que me fazem hoje. Vaidade porque de algum modo a merecia; mas não tanto que me esqueça de devolver à minha terra o que a minha terra me deu - a realidade de que se alimenta a imaginação. Agradeço esta bonita festa e a todos que nela participaram. Que ela nos deixe a todos uma lembrança amável que se perpetuará na história fizermos, mais dia, menos dia. Muito obrigada.

Porto, 30 de Dezembro de 2002       

Agustina Bessa-Luís, in "O chapéu das fitas a voar"







domingo, 15 de maio de 2011

SUGESTÕES DOS NOSSOS LEITORES DO ENSINO BÁSICO




Título do livro: A Flecha Negra
Autor: R. L. Stevenson


Felipe Oliveira, 7º F
Público-Alvo: Para rapazes e raparigas com mais de 13 anos que gostam de aventuas.
Tempo de leitura: um mês
Grau de dificuldade: fácil
Nota: 5/5
O livro fala de um jovem que se apaixona por uma rapariga que foi raptada.
O livro mistura um pouco de romance com suspense.








Título do livro: Os Cinco Suspeitos
Autor: Agatha Christie

Walkmira Silva, 7º I
Público-Alvo: para jovens entre os 14 e os 18 anos que gostam de histórias de detectives.
Tempo de leitura: vários dias
Grau de dificuldade: fácil
Nota: 5/5
Este livro fala de um detective que tenta saber a verdade sobre o assassínio. Quem quiser saber mais...venha a biblioteca e leia!






Título do livro: O Rapaz do Pijama às Riscas
Autor: John Boyne

Rayne Gonçalves de Oliveira, 8º-B
Público-Alvo: rapazes e raparigas a partir dos 13 anos: para quem gosta de História, biografias e histórias vividas.
Tempo de leitura: vários dias
Grau de dificuldade: fácil
Nota: 5/5
Gostei deste livro porque conta uma história com a qual todos podemos aprender.

Inês Mendes, 9º A
Público-alvo: Para todas as pessoas que gostam de História.
Tempo de leitura: Vários dias
Grau de dificuldade: Fácil
Votação: *****
É um livro bastante interessante. Gostei do tema, pois já tinha
visto o filme e como os livros têm  sempre pormenores, tive curiosidade de ler.






Título: O Tesouro
Autor: Selma Lagerlof


Isaías Morreira Monteiro, 8º H
Público-alvo: a partir dos 14 anos
Tempo de leitura: vários dias
Grau de dificuldade: difícil
Gostei muito deste livro, porque a história é muito boa, realista, mas não gostei muito foi do final que é muito triste. Preferia que acabasse tudo de um modo mais feliz. Mesmo assim, adorei o livro. É muito bom!










Título: Leandro, Rei da Helíria
Autor: Alice Vieira

Margarida Serra, 7ºA
Público-alvo: rapazes e raparigas a partir dos 12 anos
Tempo de leitura: vários dias
Grau de dificuldade: difícil
Gostei deste livro. Transmite uma ideia muito gira, pois o rei percebeu mal a filha.








Título: Sonho de uma noite de verão
Autor: William Shakespeare (versão de Hélia Correia)


Lucas Ferrreira, 8ºE
Público-alvo: Rapazes e raparigas de todas as idades
Tempo de leitura: um mês
Grau de dificuldade: fácil
Neste livro encontramos a história de quatro pessoas apaixonadas.

Por: Bruna Sofia, 8ºB
Público-alvo: Rapazes e raparigas de todas as idades
Tempo de leitura: uma noite
Grau de dificuldade: fácil
Votação: *****
É muito engraçado, pela mistura que faz entre o romance e a comédia. Aconselho a leitura deste livro.









Título: O Ladrão de Espíritos
Autor: Keith Martin

Vilma Sebastião, 7ºG

Público-alvo: Raparigas de 11 anos.
Tempo de leitura: vários dias.
Grau de dificuldade: muito fácil.
Votação: *****
Neste livro há mistério e fantasia. É um livro muito divertido.



domingo, 1 de maio de 2011

O escritor veio à escola!





E foi assim que, no passado dia 5 de Abril, ao vivo, a cores e sem rede, descobrimos o poder encantatório das palavras de José Luís Peixoto. Fazendo-nos rir, sonhar e reflectir com o seu discurso torrencial – “se quiserem, digam só uma palavra, tipo… “detergente” e eu falo, falo, falo”- foi entrelaçando, com simplicidade e clareza, questões tão diversas como a “Ars Poetica” de Horácio, o seu primeiro beijo, as ambições e o desalento dos jovens, a morte, a efemeridade da fama, a crença na existência de palavras mágicas, quando era menino, palavras a inventar, “até que alguma tivesse um efeito”.
Com o à vontade de quem está habituado a estas andanças pelas escolas do nosso país e a generosidade de quem pretende desmistificar a figura do escritor, foi contando a sua juventude em Galveias, nessa vila alentejana onde diz tudo ter começado, sem deixar entrever o porvir. E como bom comunicador, que faz jus ao seu conceito de escritor, fez do seu o nosso espanto.
Quanto à simpatia revelada nesta tarde primaveril, fica bem patente nos trechos da gravação que seguidamente apresentamos.




























domingo, 10 de abril de 2011

Jorge de Sena

O ESCRITOR DO EXÍLIO

"Não hei-de morrer sem saber qual a cor da liberdade" J. de S.


Nasceu em  Lisboa, a 2 de Novembro de 1919, e faleceu em Santa Barbara, na Califórnia, a 4 de Junho de 1978. Apesar de continuar desconhecido do grande público, este poeta, crítico, ensaísta, ficcionista e dramaturgo surge como uma figura incontornável da cultura portuguesa do século XX.

Descobre a biografia de Jorge de Sena no Centro Virtual Camões.

Os paraísos artificiais

Na minha terra, não há terra, há ruas;
mesmo as colinas são de prédios altos
com renda muito mais alta.

Na minha terra, não há árvores nem flores.
As flores, tão escassas, dos jardins mudam ao mês,
e a Câmara tem máquinas especialíssimas para desenraizar as árvores.

O cântico das aves — não há cânticos,
mas só canários de 3.º andar e papagaios de 5.º
E a música do vento é frio nos pardieiros.

Na minha terra, porém, não há pardieiros,
que são todos na Pérsia ou na China,
ou em países inefáveis.

A minha terra não é inefável.
A vida na minha terra é que é inefável.
Inefável é o que não pode ser dito.

                                        Jorge de Sena, in "Pedra Filosofal"


Felicidade

A felicidade sentava-se todos os dias no peitoril da janela.
Tinha feições de menino inconsolável.
Um menino impúbere
ainda sem amor para ninguém,
gostando apenas de demorar as mãos
ou de roçar lentamente o cabelo pelas faces humanas.

E, como menino que era,
achava um grande mistério no seu próprio nome.

                                        Jorge de Sena, in "Perseguição"



Fotografia de Fernando Lemos



Em Creta, com o Minotauro

Nascido em Portugal, de pais portugueses,
e pai de brasileiros no Brasil,
serei talvez norte-americano quando lá estiver.
Coleccionarei nacionalidades como camisas se despem,
se usam e se deitam fora, com todo o respeito
necessário à roupa que se veste e que prestou serviço.
Eu sou mesmo a minha pátria. A pátria
de que escrevo é a língua em que por acaso de gerações
nasci. E a do que faço e de que vivo é esta
raiva que tenho de pouca humanidade neste mundo
quando não acredito em outro, e só outro queria que
este mesmo fosse. Mas se um dia me esquecer de tudo,
espero envelhecer
tomando café em Creta
com o Minotauro,
sob o olhar de deuses sem vergonha.
(...)
                  Jorge de Sena, in "Peregrinatio ad loca infecta"



Uma Pequenina Luz

Uma pequenina luz bruxuleante
não na distância brilhando no extremo da estrada
aqui no meio de nós e a multidão em volta
une toute petite lumière
just a little light
una piccola… em todas as línguas do mundo
uma pequena luz bruxuleante
brilhando incerta mas brilhando
aqui no meio de nós
entre o bafo quente da multidão
a ventania dos cerros e a brisa dos mares
e o sopro azedo dos que a não vêem
só a advinham e raivosamente assopram.
Uma pequena luz
que vacila exacta
que bruxuleia firme
que não ilumina apenas brilha.
Chamaram-lhe voz ouviram-na e é muda.
Muda como a exactidão como a firmeza
como a justiça
Brilhando indefectível.
Silenciosa não crepita
não consome não custa dinheiro.
Não é ela que custa dinheiro.
Não aquece também os que de frio se juntam.
Não ilumina também os rostos que se curvam.
Apenas brilha bruxuleia ondeia
indefectível próxima dourada.
Tudo é incerto ou falso ou violento: brilha.
Tudo é terror vaidade orgulho teimosia: brilha.
Tudo é pensamento realidade sensação saber: brilha.
Tudo é treva ou claridade contra a mesma treva: brilha.
Desde sempre ou desde nunca para sempre ou não:
brilha.
Uma pequenina luz bruxuleante e muda
Como a exactidão como a firmeza
como a justiça.
Apenas como elas.
Mas brilha.
Não na distância. Aqui
no meio de nós.
Brilha.

               Jorge de Sena, in "Fidelidade"





     
                               in "Metamorfoses", declamado por Mário Viegas





Bibliografia da obra ficcional:

Andanças do Demónio (1960)
A Noite que Fora de Natal (1961)
Novas Andanças do Demónio (1966)
Os Grão-Capitães: Uma Sequência de Contos (1976)
O Físico Prodigioso (1977)
Antigas e Novas Andanças do Demónio (1978)
Sinais de Fogo (1979)
Génesis (1983)
Monte Cativo e Outros Projectos de Ficção (1994).
















domingo, 3 de abril de 2011

Chegou a primavera dos livros!


 Feira do Livro,
 na Biblioteca, de 4 a 13 de Abril.


Convite a Marília

Já se afastou de nós o Inverno agreste
Envolto nos seus úmidos vapores;
A fértil primavera, a mãe das flores
O prado ameno de boninas veste.

Varrendo os ares, o sutil nordeste
Os torna azuis; as aves de mil cores
Adejam entre Zéfiros e Amores,
E toma o fresco Tejo a cor celeste.

Vem, ó Marília, vem lograr comigo
Destes alegres campos a beleza,
Destas copadas árvores o abrigo.

Deixa louvar da corte a vã grandeza:
Quanto me agrada mais estar contigo
Notando as perfeições da Natureza!

                                           Manuel Maria Barbosa du Bocage


sexta-feira, 18 de março de 2011

Participa!


Parabéns às vencedoras!

Ana Patrícia Gouveia da Silva, do 7º A, leu um excerto de A Odisseia de Homero, adaptação de João de Barros.

Edna Ossana Andrade Oliveira, do 8º F, declamou o Romance de Tomasinho-Cara-Feia de Daniel Filipe.

quarta-feira, 9 de março de 2011

Concurso "Grande C"

O GRANDE C é um concurso que visa a educação e sensibilização dos jovens para o Direito de Autor e os Direitos Conexos, promovendo a sua criatividade no meio escolar.




Podes concorrer individualmente ou em grupo (com a participação de um ou mais professores), nas seguintes categorias: música, letra para uma música, vídeo, design de uma capa, media, fotografia e escrita criativa. O Direito de Autor e os Direitos Conexos deverão estar na base das obras originais (inéditas) a apresentar neste concurso.

Consulta o sítio do concurso, lê o regulamento e inscreve-te até 31 de Março. O prazo limite para a recepção dos trabalhos é no dia 21 de Abril.

Não deixes de ler o pequeno texto sobre o Direito de Autor e os Direitos Conexos, no Power Point do sítio do concurso Grande C (diaposivos 12-13).

Para mais informações, contacta a professora Mª José Romão, na Biblioteca.