sexta-feira, 9 de dezembro de 2022

Maratona de Cartas 2022: o maior evento de ativismo está de volta!

A Maratona de Cartas 2022 irá decorrer em Portugal de 1 de novembro de 2022 até 31 de janeiro de 2023.





Estes são os casos em destaque em 2022
















Clica aqui para assinares estes apelos.








segunda-feira, 21 de novembro de 2022

9ª Edição “Olhares do Mediterrâneo” - Cinema no Feminino

No âmbito da 9.ª ed. do festival de cinema no feminino, "Olhares do Mediterrâneo", 9 turmas do 11.º ano, da ESMT, acompanhadas pelos respetivos professores, foram ao Cinema São Jorge, no passado 17 de novembro.

173 alunos tiveram a oportunidade de assistir, numa das últimas grandes salas de cinema do nosso país, a um conjunto de curtas-metragens realizadas por mulheres que habitam a bacia do Mediterrâneo. Estes "olhares" proporcionaram-lhe uma abordagem sensível de temas/problemas do mundo que nos rodeia, e suscitaram debates e reflexões, em sala de aula. 



«Memoria» de Nerea Barros (15’; doc.; Espanha)

O desaparecimento do Mar de Aral antecipa um futuro de catástrofes ecológicas. Neste filme, um antigo pescador conta a história de um mar que já não existe à neta, ainda criança.

Trailer da curta "Memoria"


«Lia» de Giulia Regini (15’; ficção, Itália)

Lia tem dezasseis anos e teve uma forte educação religiosa. Sente-se bem com os seus amigos, jovens que, como ela, vivem a moralidade cristã sem questionar demasiado os dogmas, mas tudo muda quando, num retiro, Lia descobre a intimidade, o prazer e a sexualidade.

Trailer da curta "Lia"


«Memoir of a Veering Storm” de Sofia Georgovassili (14 ́; ficção; Grécia)

É uma manhã de Setembro e está prestes a rebentar uma tempestade. Uma mãe leva uma menina à escola de manhã, ma,s ao fim do dia, recolhe uma mulher. Anna, quinze anos, sai da escola sem ser vista e, com a ajuda do namorado, vai ao hospital. Ali, vai enfrentar um procedimento que a obrigará a crescer.

Trailer da curta "Memoir of a Veering Storm"


«Vientos de Primavera» de Carmen Pedrero (14 ́, ficção, Espanha)

Ao fim de quatro anos, Amelia vai tirar o colete ortopédico; finalmente vai poder usar calças e participar em visitas de estudo sem constrangimentos. Mas quando recebe uma má notícia, Amélia compreende que vai ter de aprender a aceitar-se.

Trailer da curta "Vientos de Primavera"


«Mesa Posta» de Beatriz de Sousa (10’30; documentário; Portugal)

A violência de uma vida mostrada na simplicidade dos gestos de quem a interpreta. Os hábitos, as crenças e os episódios de uma história de opressão são revelados no acto de pôr a mesa. Aí, a rutalidade da vida é confrontada na beleza da graciosidade dos objectos que a delimitam: a mesa é posta conforme a vida é contada.

Trailer da curta  «Mesa Posta»


«Warsha” de Dania Bdeir (16’; ficção; França, Líbano)

Mohammad é um operador de guindastes que trabalha em Beirute. Uma manhã oferece-se para cobrir um turno num dos guindastes notoriamente mais perigosos do Líbano. Longe do olhar dos outros, consegue viver o seu segredo e encontrar a liberdade.

Trailer da curta «Warsha»


PRÉMIOS

Menção Honrosa (sessão do Secundário) para MELHOR CURTA-METRAGEM: "Warsha", de Dania Bdeir   

Prémio INATEL  (sessão do Secundário) para MELHOR CURTA DE ESCOLA PORTUGUESA: "Mesa Posta", de Beatriz de Sousa. 






terça-feira, 8 de novembro de 2022

Todos a contar para o orçamento familiar

No âmbito do Plano Nacional de Formação Financeira, foi elaborado um questionário que visa a sensibilização dos nossos jovens para a importância do orçamento familiar. Assim, todas as turmas do 9.º ano têm sido convidadas a dar o seu contributo para esta reflexão tão pertinente em tempos de crise.


Questionário - Orçamento familiar


quarta-feira, 26 de outubro de 2022

Mês Internacional das Bibliotecas Escolares



Integrada nas atividades do Mês Internacional das Bibliotecas Escolares, este ano subordinado ao tema “Ler para a paz e harmonia globais”, decorreu, nos dias 25 e 26 de outubro, a Estafeta de Leitura da ESMT.

À semelhança dos anos anteriores, a atividade processou-se da seguinte forma: à hora indicada, os alunos estafetas saíram da sua aula para ler um pequeno texto a outra turma. Após terem deixado esse testemunho, os estafetas dessa segunda turma repetiram o mesmo procedimento com a terceira turma, e assim sucessivamente.

Eis os três poemas selecionados para esta atividade:


Ana Luísa Amaral

Uma botânica de paz: visitação

Tenho uma flor
de que não sei o nome
 
Na varanda,
em perfume comum
de outros aromas:
hibisco, uma roseira,
um pé de lúcia-lima
 
Mas esses são prodígios
para outra manhã:
é que esta flor
gerou folhas de verde
assombramento,
minúsculas e leves
 
Não a ameaçam bombas
nem românticos ventos,
nem mísseis, ou tornados,
nem ela sabe, embora esteja perto,
do sal em desavesso
que o mar traz
 
E o céu azul de Outono
a fingir Verão
é, para ela, bênção,
como a pequena água
que lhe dou
 
Deve ser isto
uma espécie da paz:
 
um segredo botânico
de luz

Ana Luísa Amaral, in "O Olhar Diagonal das Coisas" (2022)




Natália Correia
Ode à Paz

Pela verdade, pelo riso, pela luz, pela beleza,
Pelas aves que voam no olhar de uma criança,
Pela limpeza do vento, pelos actos de pureza,
Pela alegria, pelo vinho, pela música, pela dança,
Pela branda melodia do rumor dos regatos,

Pelo fulgor do estio, pelo azul do claro dia,
Pelas flores que esmaltam os campos, pelo sossego dos pastos,
Pela exactidão das rosas, pela Sabedoria,
Pelas pérolas que gotejam dos olhos dos amantes,
Pelos prodígios que são verdadeiros nos sonhos,
Pelo amor, pela liberdade, pelas coisas radiantes,
Pelos aromas maduros de suaves outonos,
Pela futura manhã dos grandes transparentes,
Pelas entranhas maternas e fecundas da terra,
Pelas lágrimas das mães a quem nuvens sangrentas
Arrebatam os filhos para a torpeza da guerra,
Eu te conjuro ó paz, eu te invoco ó benigna,
Ó Santa, ó talismã contra a indústria feroz.
Com tuas mãos que abatem as bandeiras da ira,
Com o teu esconjuro da bomba e do algoz,
Abre as portas da História,
deixa passar a Vida!

Natália Correia, in "Inéditos (1985/1990)



Lucian Vasilescu

Eu trabalho às escondidas num pássaro

Eu trabalho às escondidas num pássaro. num pássaro rastejante debaixo da terra.
um pássaro sem asas nem pernas andantes.
que não canta. que não voa.
que não sabe que acima da terra
há outro mundo. que existe cá fora.
um pássaro castanho, de crista azulada. é aquela grande ave encantada em que trabalho às
escondidas. ele sonha como canta e sonha como voa.
e dos seus sonhos nasce, por vezes, a primavera.
no mundo sobre o qual nada sabe. no mundo cá fora,
com borboletas, com flores e trinados.
com amores, e despedidas, com bordados, sobre os quais o meu pássaro castanho sonha
como canta e sonha que sabe. sonha como voa.
mas da terra só a terra se vê cá fora.

Lucian Vasilescu, in "Antologia de poesia romena contemporânea" (2019)




Parabéns aos estafetas de leitura!