Por ocasião da comemoração do Dia Internacional da Mulher, a biblioteca apresenta a exposição que retraça a história do movimento feminino, no período da 1.ª República.
"A República foi preparada e concretizada com a participação activa de centenas de mulheres e foi vivenciada por mais de três milhões de portuguesas.
Perfilhassem ou não os ideais republicanos, elas sustentaram causas, encabeçaram iniciativas, romperam barreiras. Tomassem maior ou menor consciência dos direitos alcançados ou das reivindicações goradas, elas produziram, alimentaram, cuidaram. Enfim, os seus percursos marcaram as trajectórias do país. Esta exposição, ela própria um lugar de memória, não podia deixar de ser selectiva, criando outros efeitos de luz e de sombra.
Ao sublinhar o papel das mulheres espera-se contribuir para ressignificar o conhecimento sobre o período republicano."
Teresa Pinto*
*Comissária da exposição que esteve patente na Biblioteca Museu República e Resistência, aquando das comemorações do centenário da República.
A exposição "Percursos, conquistas e derrotas das mulheres na 1.ª República" está patente, na biblioteca, até 15 de março.
"ARISTIDES DE SOUSA MENDES, UM EXEMPLO DE CORAGEM"
A 27 de janeiro, comemorou-se o Dia de Memória do Holocausto. Esta data tem sido escolhida, na nossa escola, para evocar a figura ímpar do cônsul de Bordéus, Aristides de Sousa Mendes.
Desobedecendo às ordens de Salazar, concedendo vistos a refugiados de todas as nacionalidades que desejavam fugir de França, aquando da invasão pela Alemanha nazi, a sua coragem e determinação salvaram mais de 30 000 de vidas, durante a 2.ª Guerra Mundial.
O dever de consciência que o moveu valeu-lhe a expulsão da carreira diplomática e a posterior proibição de exercer a sua profissão de advogado.
Estrategicamente esquecido até à revolução de Abril, o homem que tanto contribuiu para enobrecer a História de Portugal acabaria por falecer na miséria, a sua família numerosa dispersa, obrigada a emigrar.
A exposição sobre Aristides de Sousa Mendes encontra-se patente na biblioteca da ESMT, até 14 de fevereiro.
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programa televisivo da RTP 1
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"O cônsul de Bordéus"
A história de Aristides de Sousa Mendes,
num filme João Correa e Francisco Manso
Parabéns a todos os alunos que aceitaram o desafio de participar na 1.ª fase do Concurso Nacional de Leitura!
Os vencedores terão, desde já, lugar cativo na Cerimónia de Entrega de Prémios e Diplomas, a realizar no dia da comemoração do patrono da escola, a 17 de janeiro, no Pavilhão D, pelas 19h.
VENCEDORES:
3º ciclo – Ensino Básico
1º lugar: Madalena Rodrigues (7º B) 2º lugar: Fábio Calundungo (8º D) 3º lugar: Alice Ferreira (8º A)
Em O QUE COMEMOS S.A., o cineasta Robert Kenner levanta o véu sobre a indústria alimentar americana, expondo o sistema altamente mecanizado que tem sido ocultado ao consumidor americano, com o consentimento das agências reguladoras, USDA e FDA. O fornecimento de alimentos é agora controlado por um punhado de corporações que muitas vezes colocam o lucro à frente da saúde dos consumidores, da subsistência do agricultor norte-americano, da segurança dos trabalhadores e do nosso próprio ambiente.
TEMPOS MODERNOS
de Charlie Chaplin
Na época da Revolução Industrial, Chaplin trabalha na linha de montagem de uma fábrica com a função repetitiva de apertar parafusos. Isso provoca-lhe uma crise nervosa e é despedido. Após um longo período num sanatório, sai para a rua em busca de trabalho e no meio de uma crise generalizada é preso por ser confundido com um agitador comunista.
Devido à falta de emprego, tudo faz para permanecer na prisão. Até que conhece uma jovem órfã que rouba comida para alimentar as irmãs. As irmãs são levadas pela Segurança Social, mas ela consegue escapar vivendo de expedientes. Juntamente com Charlot, vão sobreviver e encontrar emprego em tempos muito conturbados.
O MENINO SELVAGEM
de François Truffaut
O aclamado realizador e nomeado para um Oscar, François Truffaut criou este filme cativante sobre a história real de um jovem rapaz, encontrado a viver sozinho nos bosques franceses em 1700. Recorrendo a fontes jornalísticas verdadeiras, Truffaut não só realiza e escreve o argumento com Jean Grualt, como também interpreta o infatigável Doutor Jean-Marc Gaspard Itard, o visionário que aceita a difícil tarefa de civilizar "The Wild Child".
No Instituto Nacional para surdos e loucos em Paris, um rapaz sujo e mal vestido é admitido. Encontrado numa floresta, a criança é incapaz de falar, comunicar, ou interagir em sociedade. Baptzado de Victor pelos funcionários do hospital, o seu caso é aceite pelo Doutor Itard (Truffaut) um médico solitário que tem uma dedicação enorme ao rapaz e à sua reintegração na sociedade. Mas o percurso para amansar a "fera" é duro, e Itard terá de trabalhar incansavelmente para ensinar Victor a reclamar o seu lugar no mundo... mesmo que para isso ponha em causa a sua carreira.
LIVROS
EMMA
de Jane Austen
Emma é uma herdeira rica, inteligente e bela. Optimista, consciente da sua superioridade, segura de si mesma, fiel respeitadora das «conveniências» — enfim, o tipo finito da «verdadeira senhora» —, passa o tempo a combinar casamentos «convenientes» entre amigos e protegidos.
Um dia, sem arranjos prévios, ela própria é pedida em casamento pelo Sr. Knightley. Emma não assume um compromisso, mas não o desencoraja, debatendo-se com um drama interior: o pretendente é amado por uma das suas melhores amigas, a qual Emma deseja ver feliz e «convenientemente» casada. Porém, no seu íntimo, tem um sentimento de aversão ao casamento de Harriet com Knightley e não pelas questões de conveniência que tanto respeita: é que ela própria ama Knightley.
O TEU ROSTO SERÁ O ÚLTIMO
João Ricardo Pedro
Tudo começa com um homem saindo de casa, armado, numa madrugada fria. Mas do que o move só saberemos quase no fim, por uma carta escrita de outro continente. Ou talvez nem aí. Parece, afinal, mais importante a história do doutor Augusto Mendes, o médico que o tratou quarenta anos antes, quando lho levaram ao consultório muito ferido. Ou do seu filho António, que fez duas comissões em África e conheceu a madrinha de guerra numa livraria. Ou mesmo do neto, Duarte, que um dia andou de bicicleta todo nu.
Através de episódios aparentemente autónomos - e tendo como ponto de partida a Revolução de 1974 -, este romance constrói a história de uma família marcada pelos longos anos de ditadura, pela repressão política, pela guerra colonial.
Duarte, cuja infância se desenrola já sob os auspícios de Abril, cresce envolto nessas memórias alheias - muitas vezes traumáticas, muitas vezes obscuras - que formam uma espécie de trama onde um qualquer segredo se esconde. Dotado de enorme talento, pianista precoce e prodigioso, afigura-se como o elemento capaz de suscitar todas as esperanças. Mas terá a sua arte essa capacidade redentora, ou revelar-se-á, ela própria, lugar propício a novos e inesperados conflitos?
JANE EYRE
de Charlotte Brontë
Jane Eyre, pobre e órfã, cresceu em casa da sua tia, onde a solidão e a crueldade imperavam, e depois numa escola de caridade com um regime severo. Esta infância fortaleceu, no entanto, o seu carácter independente, que se revela crucial ao ocupar o lugar de preceptora em Thornfield Hall. Mas, quando se apaixona por Mr. Rochester, o seu patrão, um homem de grande ironia e algum cinismo, a descoberta de um dos seus segredos força-a a uma opção. Deverá ficar com ele e viver com as consequências, ou seguir as suas convicções, mesmo que para tal tenha de abandonar o homem que ama? Publicado em 1847, "Jane Eyre" chocou inúmeros leitores da Inglaterra vitoriana com a apaixonada e intensa busca de uma mulher pela igualdade e a liberdade.
O PECADO DE DARWIN
John Darnton
O Pecado de Darwin leva-nos à Inglaterra Vitoriana para nos revelar os segredos que rodeiam a vida e a obra do cientista britânico Charles Darwin, num romance que, além de combinar harmoniosamente factos históricos e ficção, responde a questões como: o que levou Darwin a formular a teoria da evolução? Porque demorou vinte e dois anos a publicar A Origem das Espécies?
Ao longo desta obra, Darnton reescreve a verdadeira história de Darwin, sob três perspectivas diferentes: a do próprio explorador enquanto jovem, a da sua filha Lizzie e a dos investigadores Hugh Kellem e Beth Dulcimer, cuja obsessão pelo naturalista (e um pelo outro) os leva muito além de uma mera investigação académica. Ao descobrirem os diários e as cartas de Lizzie, Hugh e Beth encontram um capítulo oculto da biografia de Darwin, que vai revelar inúmeros segredos, nos quais reside o nascimento da teoria da evolução.
MANSFIELD PARK
de Jane Austen
Nascida no seio de uma família pobre, Fanny Price é levada com apenas 9 anos para Mansfield Park, a rica propriedade dos Bertrams. Infeliz e maltratada pelos tios e pelas duas primas, só no primo Edmund encontra afecto. Curiosamente, e ao contrário do que seria expetável da protagonista de um livro de Jane Austen, Fanny não se rebela contra os códigos e as condutas dominantes, acentuando o final feliz da narrativa a passividade da protagonista. Por estas e outras razões, Mansfield Park - publicado pela primeira vez em 1814, em três volumes - é um romance complexo e de alguma forma estranho para os leitores assíduos de Jane Austen.
GLADIADOR
Simon Scarrow
Após uma campanha brutal contra a Pártia, os centuriões Macro e Cato navegam para Roma. Ao aproximarem-se da costa de Creta, a viagem é interrompida pelo abalo de um terramoto e quase perdem as vidas no mar. Com o navio severamente danificado, são forçados a dar à costa.
E o que encontram é uma província mergulhada no caos. Os escravos aproveitaram o desastre natural para se revoltarem. Contra uma legião forte, não teriam hipóteses, mas a guarnição é fraca e os rebeldes começam a ganhar em todas as linhas.
Apanhados de surpresa, Macro e Cato são forçados a lidar com uma rebelião que pode alastrar a todo o Império. Mas para isso terão de derrotar o líder dos rebeldes: Ajax, um gladiador que não teme a morte e é movido por um imenso desejo de vingança. Será que o fim do Império Romano pode estar na ponta da espada de um gladiador?
BEL-AMI
de Guy de Maupassant
Georges Duroy, conhecido como Bel-Ami, é rapaz pobre, de origem camponesa, que procura fortuna e a afirmação social em Paris. Ele sempre consegue das mulheres o que ele deseja: de algumas, o prazer efêmero; de outras, pelo casamento, a projeção financeira e profissional. No retrato de Georges Duroy, Guy de Maupassant traça um perfil sutil e mordaz da sociedade parisiense no final do século XIX.
BREVE HISTÓRIA DE QUASE TUDO
Bill Bryson
Uma pesquisa digna de um mamute, anos de investigação e como resultado… o Big Bang, os dinossauros, o aquecimento global, a Geologia, Einstein, os Curies, a teoria da evolução, a gasolina com chumbo, a teoria atómica, os quarks, os vulcões, os cromossomas, o carbono, os organismos ediacaranos, a descontinuidade de Moho, o ADN, Charles Darwin e um zilião de outras coisas. Em linguagem não demasiado científica, sempre clara e com as devidas anotações, o leitor é conduzido, por este autor extremamente divertido e bem informado, numa viagem através do tempo e do espaço, cujo prato forte é também revelar-nos algumas ironias do desenvolvimento científico. Esta é verdadeiramente uma obra que nos dá a sensação de ter o mundo na palma da mão.
A MINHA MULHER
de Anton Tchekhov
Tchekov é também considerado um mestre do conto moderno. É na narrativa breve que o autor russo melhor transmite, através de retratos subtis da vida quotidiana, a sua visão ao mesmo tempo sombria e apaixonada da humanidade, tal como se poderá comprovar com A Minha Mulher. Neste livro, a partir do olhar excessivamente presumido e crítico de Pavel Anndreievitch, abastado ex-funcionário no Ministério das Comunicações, e da relação fria e tensa que este mantém com a sua mulher, somos transportados para a Rússia profunda e rural do século XIX, com todos os seus problemas e conflitos.
A FEIRA DAS VAIDADES
de William Thackeray
A Inglaterra está à beira da guerra decisiva com Napoleão, os impérios europeus degladiam-se, centenas de milhares de homens morrem nos campos de batalha e a classe alta de Londres continua feliz, a beber os seus cálices de Porto e Madeira e a não abdicar dos seus maiores excessos, loucuras e luxos. Na escola de Miss Pinkerton, as meninas Rebecca Sharp e Amelia Sedley tornam-se as melhores amigas. Becky é orfã e não tem rendimentos; Amelia pertence a uma família da burguesia endinheirada. Becky é ambiciosa, sedutora e falsa; Amelia é a personificação da inocência pura. Juntas, vão passar os maiores momentos de paixão, sofrimento e vingança num cenário de exuberância e fausto que tem como pano de fundo os horrores das Guerras Napoleónicas.
É com grato prazer que anunciamos este reencontro com o autor de "O teu rosto será o último". João Ricardo Pedro estará presente no Auditório da ESMT, 5ª feira, 13 de dezembro, às 11h45.
João Ricardo Pedro nasceu em 1973, na Reboleira, Amadora. Curioso acerca da força de Lorentz, licenciou-se em Engenharia Eletrotécnica pelo Instituto Superior Técnico. Durante mais de uma década, trabalhou em telecomunicações sem, no entanto, alguma vez ter aplicado as admiráveis equações de Maxwell. Na primavera de 2009, em consequência do carácter caprichoso dos mercados, achou-se com mais tempo do que aquele de que necessitava para cumprir as obrigações do quotidiano. Num acesso de pragmatismo, começou a escrever. O Teu Rosto Será o Último é o seu romance de estreia.
ENTREVISTA NA RTP - LER MAIS. LER MELHOR
Clica aqui para ler a entrevista com João Ricardo Pedro, por José Mário Silva - Bibliotecário de Babel.
Tudo começa com um homem saindo de casa, armado, numa madrugada fria. Mas do que o move só saberemos quase no fim, por uma carta escrita de outro continente. Ou talvez nem aí. Parece, afinal, mais importante a história do doutor Augusto Mendes, o médico que o tratou quarenta anos antes, quando lho levaram ao consultório muito ferido. Ou do seu filho António, que fez duas comissões em África e conheceu a madrinha de guerra numa livraria. Ou mesmo do neto, Duarte, que um dia andou de bicicleta todo nu.
Através de episódios aparentemente autónomos - e tendo como ponto de partida a Revolução de 1974 -, este romance constrói a história de uma família marcada pelos longos anos de ditadura, pela repressão política, pela guerra colonial.
Duarte, cuja infância se desenrola já sob os auspícios de Abril, cresce envolto nessas memórias alheias - muitas vezes traumáticas, muitas vezes obscuras - que formam uma espécie de trama onde um qualquer segredo se esconde. Dotado de enorme talento, pianista precoce e prodigioso, afigura-se como o elemento capaz de suscitar todas as esperanças. Mas terá a sua arte essa capacidade redentora, ou revelar-se-á, ela própria, lugar propício a novos e inesperados conflitos?
Descobre aqui o primeiro capítulo de "O teu rosto será o último".
A nossa escola vai participar no Concurso
Nacional de Leitura.
Destinado aos alunos do ensino básico e secundário, este
desafio pretende estimular o treino da leitura e desenvolver competências de
expressão escrita e oral.
Obras a ler para a 1ª Fase do concurso:
3º ciclo – Ensino Básico
O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá – Jorge Amado
Leandro, rei da Helíria – Alice Vieira
Ensino Secundário
Contos –
Eça de Queirós
Romeu e Julieta – William Shakespeare
Consulta aqui o regulamento do Concurso Nacional de Leitura.
Esta prova eliminatória será realizada na biblioteca da escola, a 7 de
janeiro de 2013.