sábado, 15 de dezembro de 2012

Os jograis da nossa escola



Título: Contos do Gin-Tonic
Autor: Mário-Henrique Leiria

Música: Red Sweet Tango
Compositor: Jorge Peixinho
Intérprete: Miguel Borges Coelho
Duração: 2:35'

Jogral: Rodrigo Pinto



Clica aqui







quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Encontro com o escritor João Ricardo Pedro



O vencedor do prémio Leya 2011 regressa à ESMT. 



É com grato prazer que anunciamos este reencontro com o autor de "O teu rosto será o último". João Ricardo Pedro estará presente no Auditório da ESMT, 5ª feira, 13 de dezembro, às 11h45.


João Ricardo Pedro nasceu em 1973, na Reboleira, Amadora. Curioso acerca da força de Lorentz, licenciou-se em Engenharia Eletrotécnica pelo Instituto Superior Técnico. Durante mais de uma década, trabalhou em telecomunicações sem, no entanto, alguma vez ter aplicado as admiráveis equações de Maxwell. Na primavera de 2009, em consequência do carácter caprichoso dos mercados, achou-se com mais tempo do que aquele de que necessitava para cumprir as obrigações do quotidiano. Num acesso de pragmatismo, começou a escrever. O Teu Rosto Será o Último é o seu romance de estreia.


ENTREVISTA NA RTP - LER MAIS. LER MELHOR 



Clica aqui para ler a entrevista com João Ricardo Pedro, por José Mário Silva - Bibliotecário de Babel.


Tudo começa com um homem saindo de casa, armado, numa madrugada fria. Mas do que o move só saberemos quase no fim, por uma carta escrita de outro continente. Ou talvez nem aí. Parece, afinal, mais importante a história do doutor Augusto Mendes, o médico que o tratou quarenta anos antes, quando lho levaram ao consultório muito ferido. Ou do seu filho António, que fez duas comissões em África e conheceu a madrinha de guerra numa livraria. Ou mesmo do neto, Duarte, que um dia andou de bicicleta todo nu.
Através de episódios aparentemente autónomos - e tendo como ponto de partida a Revolução de 1974 -, este romance constrói a história de uma família marcada pelos longos anos de ditadura, pela repressão política, pela guerra colonial.
Duarte, cuja infância se desenrola já sob os auspícios de Abril, cresce envolto nessas memórias alheias - muitas vezes traumáticas, muitas vezes obscuras - que formam uma espécie de trama onde um qualquer segredo se esconde. Dotado de enorme talento, pianista precoce e prodigioso, afigura-se como o elemento capaz de suscitar todas as esperanças. Mas terá a sua arte essa capacidade redentora, ou revelar-se-á, ela própria, lugar propício a novos e inesperados conflitos?




Descobre aqui o primeiro capítulo de "O teu rosto será o último".










sábado, 17 de novembro de 2012

Concurso Nacional de Leitura




A nossa escola vai participar no Concurso Nacional de Leitura.
Destinado aos alunos do ensino básico e secundário, este desafio pretende estimular o treino da leitura e desenvolver competências de expressão escrita e oral.

Obras a ler para a 1ª Fase do concurso:  

3º ciclo – Ensino Básico
  •         O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá – Jorge Amado
  •         Leandro, rei da Helíria – Alice Vieira




Ensino Secundário
  •          Contos – Eça de Queirós
  •          Romeu e Julieta – William Shakespeare



  
Consulta aqui o regulamento do Concurso Nacional de Leitura.


Esta prova eliminatória será realizada na biblioteca da escola, a 7 de janeiro de 2013. 


Inscreve-te já na biblioteca da tua escola!










sábado, 10 de novembro de 2012

Vencedores do concurso "Cherub"


Na sequência do concurso “CHERUB” promovido pela Porto Editora, congratulamos os seguintes vencedores da nossa escola:

1º lugar: Ana Mestre – 7º A
2º lugar: Leofreda Almeida – 9ºT3O.B
3º lugar: Joana Prazeres – 7º B

Todos os concorrentes receberam um diploma de participação e vales de desconto na compra de livros da coleção. A editora premiou ainda os vencedores com t-shirts, livros e esferográficas do mundo CHERUB.

Parabéns a todos aqueles que aceitaram o desafio!




Ainda não conheces esta coleção ?
Então clica aqui para leres o início do seu primeiro livro.

Encontrarás, dentro em breve, este e outros títulos na tua biblioteca.









segunda-feira, 5 de novembro de 2012

CONCURSO "CHERUB"




A 15 de outubro chegou a nova série da CHERUB a Portugal! O primeiro livro desta segunda série intitula-se "República Popular". Tem um novo design, novos agentes, novas missões e a promessa de ainda mais ação. Senão, vejamos:
Ryan é o mais recente recruta da CHERUB. Tem apenas 12 anos, acabou a recruta há oito meses e está ainda muito verde. Foi destacado para a sua primeira missão: tornar-se amigo de Ethan Aramov, um miúdo rico e mimado que vive na Califórnia e é neto da mulher que comanda, a partir do Quirguistão, um multimilionário império internacional de crime organizado. Ryan não imagina que a sua primeira missão se vai tornar numa das mais importantes da história da CHERUB...

.A Porto Editora, que publica o autor Robert Muchamore, em Portugal, lançou um concurso sobre a "República Popular".´

Se já leste a última aventura destes jovens heróis, aceita tu também este desafio e concorre!
Na biblioteca da tua escola, 5ª feira, às 17 h.








Para mais informações, visita o sítio  MUNDOCHERUB.COM


Críticas da imprensa portuguesa:

Este romance é para todos os jovens receosos da leitura, pelo apelo que faz à liberdade e à responsabilidade.
António Ferreira

Livros com RUM, R. Universitária do Minho

Uma aventura alucinante com jovens que oficialmente não existem, pois pertencem ao ramo juvenil do MI5 britânico.
João Paulo Sacadura
Cartaz das Artes, TVI

Escritos com um ritmo de thriller e com uma imaginação contagiante, os episódios de cada livro marcam o estilo jovial e atraente de contar histórias dos nossos tempos.

Carlos Pinto Coelho
Agora... Acontece!

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Exposição "Rafael Bordalo Pinheiro"


A Caricatura ao Serviço da Tristeza Pública





No âmbito da comemoração do 5 de Outubro, a biblioteca apresenta a exposição “Rafael Bordalo Pinheiro”.

“Desenhador e ilustrador de vasta obra dispersa. Foi também decorador, caricaturista, jornalista e ceramista. Autor da figura Zé Povinho que se tornou num símbolo do povo."





«Crescido, Zé Povinho correspondeu perfeitamente às esperanças que n'elle depositaram os solicitos poderes do reino. Como desenvolvimento de cabeça elle está mais ou menos como se o tivessem desmamado hontem. De musculos, porém, de epiderme e de coiro, endureceu e calejou como se quer, e , cumprindo com brio a missão que lhe cabe, elle paga e súa satisfactoriamente. De resto, dorme, resa e dá os vivas que são precisos. Um dia virá talvez em que elle mude de figura e mude tambem de nome para, em vez de se chamar Zé Povinho, se chamar simplesmente Povo. Mas muitos impostos novos, novos emprestimos, novos tratados e novos discursos correrão na ampulheta constitucional do tempo antes que chegue esse dia tempestuoso.
Por tudo pois, ao resumirmos n'estes leves traços, a interessante historia de Zé Povinho, o nosso parabem cordeal a seus sabios e carinhosos paes ós Publicos Poderes.»


João Ribaixo (Ramalho Ortigão)



Clica aqui para ler a cronologia de Rafael Bordalo Pinheiro no sítio da Biblioteca  Nacional.


Exposição, na biblioteca, de 1 a 15 de outubro.






terça-feira, 11 de setembro de 2012

Banco de Imagens



Queres ilustrar um texto, um trabalho com imagens originais? Divulgar a criatividade dos alunos da tua escola? Valorizar o que de melhor se vai fazendo por cá? Então fica atento às imagens que os teus colegas vão disponibilizando neste BANCO DE IMAGENS.

Poderás recorrer a elas se respeitares umas regras muito simples:

- Refere o nome do autor da imagem no teu trabalho.

- Não utilizes essa imagem para fins comerciais.

- Não a alteres quando a utilizares no teu trabalho.



Assim estarás a contribuir para a sua divulgação de acordo com as licenças CREATIVE COMMONS sob as quais estas imagens foram registadas.








segunda-feira, 9 de julho de 2012

Bibliotecas digitais

Livros digitais, filmes, gravações, fotografias, gravuras, partituras, mapas e livros raros, encontrarás tudo isto nesta seleção das principais bibliotecas digitais do mundo!

domingo, 17 de junho de 2012

Os jograis da nossa escola







Título: Histórias Sobrenaturais
Autor: Alexandre Dumas

Música: Piano trio No 2 op.100 - Andante con moto
Compositor: Franz Schubert
Intérpretes: Beaux-Arts Trio [Ensemble]
Duração: 5:40'

Jogral: Adriana Dourado




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Título: José
Autor: Carlos Drummond de Andrade

Música: Largo Tangabile
Compositor: Astor Piazzolla
Duração: 2:42'

Jogral: Luzia Gourgel




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Título: Adeus
Autor: Eugénio de Andrade

Música: Oblivion
Compositor: Astor Piazzolla
Duração: 2:31'

Jogral: Luzia Gourgel




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Título: Alma perdida
Autor: Florbela Espanca

Música: Porto Santo
Compositor: Carlos Paredes
Duração: 1:16'



Jogral: Luzia Gourgel


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Título: Poema à mãe
Autor: Eugénio de Andrade

Música: Chiquelin de Bachin
Compositor: Astor Piazzolla
Duração: 2:28'

Jogral: Luzia Gourgel




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sábado, 16 de junho de 2012

Vergílio Ferreira


“Da minha língua vê-se o mar”


Melo, Gouveia, 1916 - Lisboa, 1996

"A neve – que virá a ser um dos elementos fundamentais do seu imaginário romanesco – é o pano de fundo da infância e adolescência passadas na zona da Serra da Estrela. Aos dez anos entra no seminário do Fundão, onde esteve seis anos – Manhã Submersa será a catarse dessa estada. Licenciou-se em Filologia Clássica em Coimbra (1940). Na sua vida de professor liceal há dois momentos fundamentais: a sua estada em Évora (1945-1958) – que entrará para o nosso imaginário através de Aparição – e a sua vinda para Lisboa (1959), onde ensinou no Liceu Camões até à sua reforma."

Continuação da biografia de Vergílio Ferreira no sítio da DGLB.



Grandes Livros - Episódio 7: "Aparição", Vergílio Ferreira (1/5)



Grandes Livros - Episódio 7: "Aparição", Vergílio Ferreira (2/5)



Grandes Livros - Episódio 7: "Aparição", Vergílio Ferreira (3/5)



Grandes Livros - Episódio 7: "Aparição", Vergílio Ferreira (4/5)



Grandes Livros - Episódio 7: "Aparição", Vergílio Ferreira (5/5)







EXCERTO DA AUTOBIOGRAFIA DE VERGÍLIO FERREIRA

Vejo o meu pai, no limite da minha infância, dobrar a porta do pátio, com um baú de folha na mão. Vejo-o de lado, e sem se voltar, eu estou dentro do pátio e não há, na minha memória, ninguém mais ao pé de mim. Devo ter o olhar espantado e ofendido por ele partir. Mas alguns meses depois o corredor da casa da minha avó amontoa-se de gente, na despedida de minha mãe e da minha irmã mais velha que partiam também. Do alto dos degraus de uma sala contígua, descubro um mar de cabeças agitadas e aos gritos. Estou só ainda, na memória que me ficou. Depois, não sei como, vejo-me correndo atrás da charrete que as levava. O cavalo corria mais do que eu e a poeira que se ia erguendo tornava ainda a distância maior. Minha mãe dizia-me adeus de dentro da charrete e cada vez de mais longe. Até que deixei de correr. Dessa vez houve choro pela noite adiante - tia Quina contava, conta ainda. Mas não conta de choro algum dos meus dois irmãos que ficavam também. Deve-me ter vibrado pela vida fora esse choro que não lembro. É dos livros, suponho. Depois a infância recomeçou. Três irmãos, duas tias e avó maternas, depois a vida recomeçou. Mas toda essa infância me parece atravessar apenas um longo inverno. É um inverno soturno de chuvas e de vento, de neves na montanha, de histórias de terror, contadas à luz da candeia no negrume da cozinha, assombrada de tempestade. Até que um dia um tio de minha mãe, que era padre na aldeia, se pôs o problema de eu não ser talvez estúpido. E imediatamente se empolgou para me consagrar ao Altíssimo. E para me ir desbravando a alma, juntamente com a doutrina, atacou-me a memória com o latinório todo da missa. Aprendi-o sem falhas, ia eu nos seis anos. E quando aos sete o fui ver esticado na cama, a face toda negra, e me obrigaram a beijar-lhe a mão morta, já tinha o destino talhado para o Senhor. Minhas tias apoderaram-se logo de mim, negligenciando um pouco os meus irmãos, e sufocaram-me de religião. Na instrução primária cumpri. Deus mostrava à evidência que me chamava ao seu serviço. Era forte em contas, mais atrapalhado em História, de qualquer modo, os desígnios de Deus eram evidentes. E assim, para se cumprir a sua vontade, parti. Ficava à distância de um dia de comboio, o Seminário. Saio na estação ao anoitecer, há uma multidão de seminaristas à minha volta, todos vestidos de preto. Estou entre eles, não conheço ninguém. Avançamos pelo escuro estrada fora, no tropear confuso de uma enorme massa negra. O Seminário espera-nos numa curva da estrada. É um casarão enorme, olho-o do fundo do meu pavor. Há outono à minha volta, respiro-o agora em todo esse passado morto, nos castanheiros a desfolharem-se na cerca, no espaço dos salões, nos longos corredores ermos, nos ângulos cruzados pelos espetros perfeitos. Mas seis anos depois, levantado de heroísmo, saí. Fiz o liceu, entrei na Universidade. Mas não o fiz assim em três palavras como o faço aqui. Meu irmão corpo. Como foi difícil acomodarmo-nos um ao outro. A vida que me coube não a pude utilizar toda. Numa fração dela acumulei assim aquilo com que se realiza - o sonho, o trabalho, a alegria.
E eis que se me levantam os sete anos de Coimbra. Sombrios, longos, penosos. Mas o que acede desse tempo à evocação tem apenas o halo de uma balada. Ruas da Alta, e a Torre, e o plácido rio do alto da Universidade, e os mestres que eu julgava um prodígio da Natureza, quando cheguei à cidade, e fiquei a julgar também, a vários deles, quando saí, mas com outro sinal, e a praxe estúpida, e os namoros estúpidos, e a descoberta, enfim, da literatura, que só então descobri, embora trabalhasse há muito o verso com obstinação, e as tertúlias, as rixas, o próprio futebol, as próprias desgraças físicas - tudo me ressoa agora a uma toada de legenda. Da festa juvenil, como da festa literária eu só conhecia as margens do rumor que transbordava da alegria dos outros. Isso basta, porém, a que a legenda se me levante e o seu eco me ondeie ao espaço da evocação. Assim Coimbra, só no ressoar do seu nome tem já um timbre de guitarra. Música de miséria, não é nela que eu a ouço, mas no passado que a transcende e é da memória inatingível, da memória absoluta. Coimbra da saudade difícil, Coimbra de sempre e de nunca. Comigo a levei, longo tempo me acompanhou, presente, obsessiva. Mas havia tanta coisa ainda à minha espera. Faro do ar marinho, da laguna das águas mortas, Bragança das invernias, Évora, Lisboa. Professor sou-o por fatalidade. Mas alguma coisa se me impõe na avidez dos alunos que me escutam, na necessidade de responder à sua descoberta do Mundo - e assim me invento o professor que não sou, e eles imaginam em verdade o que é em mim só ficção. Mas dos centros de irradiação da minha atividade, apenas Évora transbordou de emoção para a lembrança. E como a Coimbra, é de novo a música, agora o coral dos camponeses, que a levanta ao espaço da minha comoção. Ouço-o ainda agora, a esse coro de amargura, raiado à infinidade da planície. Évora do silêncio com sinos nas manhãs de domingo, estradas abandonadas à vertigem da distância, ó cidade irreal, cidade única, memória perdida de mim. Sou do Alentejo como da serra onde nasci, a mesma voz de uma e outra ressoa em mim a espaço, a angústia e solidão. 
E a minha biografia deve ter findado aqui. Lisboa é um sítio onde se está, não um lugar onde se vive. Mesmo que se lá viva há 18 anos como eu. Eu o disse, aliás, a alguém, na iminência de vir: quando for para Lisboa, levo a província comigo e instalo-me nela. E assim se fez. Os livros que aqui escrevi são afinal da província donde sou. Terrorismo do trânsito, das relações pessoais, da luta em febre pela glória por que se luta ou do ódio surdo pela que calhou aos outros, terrorismo das distâncias, das relações humanas ao telefone, das cartas que nos escrevemos para de uma rua a outra ao pé, da cultura tratada a uísque nos salões do mundanismo, da individualidade perdida, da vida massificada. Vejo-me numa enfermaria do hospital, acordando estranhamente de não sei que tempo de inconsciência, com vários médicos conversando entre si e sobre mim. Pergunto de que se trata, porque estou ali. «Foste atropelado» - diz-me o meu filho, que é um dos médicos. Tenho fratura do crânio, várias contusões pelo corpo. Lisboa, selvagem, cidade bonita na claridade dos prédios, no rio das descobertas, no aéreo das colinas, meu veneno e minha sedução. Fui atropelado. Mas é talvez justo que o fosse. Porque eu não sou daqui.   
                                                                                                                                              maio  1977


Godinho, Helder e Ferreira, Serafim (organização), Vergílio Ferreira - fotobiografia, Bertrand Editora, outubro de 1993.




Bibliografia ativa na biblioteca:

Manhã submersa (romance) 1954
A aparição (romance) 1959
Cântico final (romance) 1960
Contos (1976)
Para sempre (romance) 1983
A estrela (conto) 1987



Bibliografia passiva na biblioteca:

BORREGANA, António Afonso Aparição de Vergílio Ferreira : o texto em análise. 1a ed. Lisboa : Texto, 1998. 62  p. ISBN 972-47-1188-9

PINA, Julieta Moreno Para uma leitura de Aparição de Vergílio Ferreira : romance-ensaio ou romance-problema. 2a ed. Lisboa : Presença, 1997. 81 p. ISBN 972-231-933-7