sábado, 16 de junho de 2012

Vergílio Ferreira


“Da minha língua vê-se o mar”


Melo, Gouveia, 1916 - Lisboa, 1996

"A neve – que virá a ser um dos elementos fundamentais do seu imaginário romanesco – é o pano de fundo da infância e adolescência passadas na zona da Serra da Estrela. Aos dez anos entra no seminário do Fundão, onde esteve seis anos – Manhã Submersa será a catarse dessa estada. Licenciou-se em Filologia Clássica em Coimbra (1940). Na sua vida de professor liceal há dois momentos fundamentais: a sua estada em Évora (1945-1958) – que entrará para o nosso imaginário através de Aparição – e a sua vinda para Lisboa (1959), onde ensinou no Liceu Camões até à sua reforma."

Continuação da biografia de Vergílio Ferreira no sítio da DGLB.



Grandes Livros - Episódio 7: "Aparição", Vergílio Ferreira (1/5)



Grandes Livros - Episódio 7: "Aparição", Vergílio Ferreira (2/5)



Grandes Livros - Episódio 7: "Aparição", Vergílio Ferreira (3/5)



Grandes Livros - Episódio 7: "Aparição", Vergílio Ferreira (4/5)



Grandes Livros - Episódio 7: "Aparição", Vergílio Ferreira (5/5)







EXCERTO DA AUTOBIOGRAFIA DE VERGÍLIO FERREIRA

Vejo o meu pai, no limite da minha infância, dobrar a porta do pátio, com um baú de folha na mão. Vejo-o de lado, e sem se voltar, eu estou dentro do pátio e não há, na minha memória, ninguém mais ao pé de mim. Devo ter o olhar espantado e ofendido por ele partir. Mas alguns meses depois o corredor da casa da minha avó amontoa-se de gente, na despedida de minha mãe e da minha irmã mais velha que partiam também. Do alto dos degraus de uma sala contígua, descubro um mar de cabeças agitadas e aos gritos. Estou só ainda, na memória que me ficou. Depois, não sei como, vejo-me correndo atrás da charrete que as levava. O cavalo corria mais do que eu e a poeira que se ia erguendo tornava ainda a distância maior. Minha mãe dizia-me adeus de dentro da charrete e cada vez de mais longe. Até que deixei de correr. Dessa vez houve choro pela noite adiante - tia Quina contava, conta ainda. Mas não conta de choro algum dos meus dois irmãos que ficavam também. Deve-me ter vibrado pela vida fora esse choro que não lembro. É dos livros, suponho. Depois a infância recomeçou. Três irmãos, duas tias e avó maternas, depois a vida recomeçou. Mas toda essa infância me parece atravessar apenas um longo inverno. É um inverno soturno de chuvas e de vento, de neves na montanha, de histórias de terror, contadas à luz da candeia no negrume da cozinha, assombrada de tempestade. Até que um dia um tio de minha mãe, que era padre na aldeia, se pôs o problema de eu não ser talvez estúpido. E imediatamente se empolgou para me consagrar ao Altíssimo. E para me ir desbravando a alma, juntamente com a doutrina, atacou-me a memória com o latinório todo da missa. Aprendi-o sem falhas, ia eu nos seis anos. E quando aos sete o fui ver esticado na cama, a face toda negra, e me obrigaram a beijar-lhe a mão morta, já tinha o destino talhado para o Senhor. Minhas tias apoderaram-se logo de mim, negligenciando um pouco os meus irmãos, e sufocaram-me de religião. Na instrução primária cumpri. Deus mostrava à evidência que me chamava ao seu serviço. Era forte em contas, mais atrapalhado em História, de qualquer modo, os desígnios de Deus eram evidentes. E assim, para se cumprir a sua vontade, parti. Ficava à distância de um dia de comboio, o Seminário. Saio na estação ao anoitecer, há uma multidão de seminaristas à minha volta, todos vestidos de preto. Estou entre eles, não conheço ninguém. Avançamos pelo escuro estrada fora, no tropear confuso de uma enorme massa negra. O Seminário espera-nos numa curva da estrada. É um casarão enorme, olho-o do fundo do meu pavor. Há outono à minha volta, respiro-o agora em todo esse passado morto, nos castanheiros a desfolharem-se na cerca, no espaço dos salões, nos longos corredores ermos, nos ângulos cruzados pelos espetros perfeitos. Mas seis anos depois, levantado de heroísmo, saí. Fiz o liceu, entrei na Universidade. Mas não o fiz assim em três palavras como o faço aqui. Meu irmão corpo. Como foi difícil acomodarmo-nos um ao outro. A vida que me coube não a pude utilizar toda. Numa fração dela acumulei assim aquilo com que se realiza - o sonho, o trabalho, a alegria.
E eis que se me levantam os sete anos de Coimbra. Sombrios, longos, penosos. Mas o que acede desse tempo à evocação tem apenas o halo de uma balada. Ruas da Alta, e a Torre, e o plácido rio do alto da Universidade, e os mestres que eu julgava um prodígio da Natureza, quando cheguei à cidade, e fiquei a julgar também, a vários deles, quando saí, mas com outro sinal, e a praxe estúpida, e os namoros estúpidos, e a descoberta, enfim, da literatura, que só então descobri, embora trabalhasse há muito o verso com obstinação, e as tertúlias, as rixas, o próprio futebol, as próprias desgraças físicas - tudo me ressoa agora a uma toada de legenda. Da festa juvenil, como da festa literária eu só conhecia as margens do rumor que transbordava da alegria dos outros. Isso basta, porém, a que a legenda se me levante e o seu eco me ondeie ao espaço da evocação. Assim Coimbra, só no ressoar do seu nome tem já um timbre de guitarra. Música de miséria, não é nela que eu a ouço, mas no passado que a transcende e é da memória inatingível, da memória absoluta. Coimbra da saudade difícil, Coimbra de sempre e de nunca. Comigo a levei, longo tempo me acompanhou, presente, obsessiva. Mas havia tanta coisa ainda à minha espera. Faro do ar marinho, da laguna das águas mortas, Bragança das invernias, Évora, Lisboa. Professor sou-o por fatalidade. Mas alguma coisa se me impõe na avidez dos alunos que me escutam, na necessidade de responder à sua descoberta do Mundo - e assim me invento o professor que não sou, e eles imaginam em verdade o que é em mim só ficção. Mas dos centros de irradiação da minha atividade, apenas Évora transbordou de emoção para a lembrança. E como a Coimbra, é de novo a música, agora o coral dos camponeses, que a levanta ao espaço da minha comoção. Ouço-o ainda agora, a esse coro de amargura, raiado à infinidade da planície. Évora do silêncio com sinos nas manhãs de domingo, estradas abandonadas à vertigem da distância, ó cidade irreal, cidade única, memória perdida de mim. Sou do Alentejo como da serra onde nasci, a mesma voz de uma e outra ressoa em mim a espaço, a angústia e solidão. 
E a minha biografia deve ter findado aqui. Lisboa é um sítio onde se está, não um lugar onde se vive. Mesmo que se lá viva há 18 anos como eu. Eu o disse, aliás, a alguém, na iminência de vir: quando for para Lisboa, levo a província comigo e instalo-me nela. E assim se fez. Os livros que aqui escrevi são afinal da província donde sou. Terrorismo do trânsito, das relações pessoais, da luta em febre pela glória por que se luta ou do ódio surdo pela que calhou aos outros, terrorismo das distâncias, das relações humanas ao telefone, das cartas que nos escrevemos para de uma rua a outra ao pé, da cultura tratada a uísque nos salões do mundanismo, da individualidade perdida, da vida massificada. Vejo-me numa enfermaria do hospital, acordando estranhamente de não sei que tempo de inconsciência, com vários médicos conversando entre si e sobre mim. Pergunto de que se trata, porque estou ali. «Foste atropelado» - diz-me o meu filho, que é um dos médicos. Tenho fratura do crânio, várias contusões pelo corpo. Lisboa, selvagem, cidade bonita na claridade dos prédios, no rio das descobertas, no aéreo das colinas, meu veneno e minha sedução. Fui atropelado. Mas é talvez justo que o fosse. Porque eu não sou daqui.   
                                                                                                                                              maio  1977


Godinho, Helder e Ferreira, Serafim (organização), Vergílio Ferreira - fotobiografia, Bertrand Editora, outubro de 1993.




Bibliografia ativa na biblioteca:

Manhã submersa (romance) 1954
A aparição (romance) 1959
Cântico final (romance) 1960
Contos (1976)
Para sempre (romance) 1983
A estrela (conto) 1987



Bibliografia passiva na biblioteca:

BORREGANA, António Afonso Aparição de Vergílio Ferreira : o texto em análise. 1a ed. Lisboa : Texto, 1998. 62  p. ISBN 972-47-1188-9

PINA, Julieta Moreno Para uma leitura de Aparição de Vergílio Ferreira : romance-ensaio ou romance-problema. 2a ed. Lisboa : Presença, 1997. 81 p. ISBN 972-231-933-7









terça-feira, 12 de junho de 2012

CONCURSO INTER-TURMAS


"EU JÁ LI. E TU?"

EDIÇÃO 2011/2012
 



O concurso “Eu já li. E tu?” foi concebido para a aplicação do Plano Nacional de Leitura, na nossa escola. Com esta proposta, pretendeu-se que fossem os próprios alunos, devidamente orientados com um guião adaptável a todas as obras, a conceber exercícios autocorretivos de verificação de leitura. Para tal, procedeu-se da seguinte forma:

·        Cada turma foi subdividida em 7 grupos.
·        Cada grupo, de aproximadamente 4 alunos, teve o seu livro para ler.
·        Os alunos escolheram o grupo a que queriam pertencer, em função do livro/género (aventuras, policial, diário, dramático, entre outros) que pretendiam ler.
·        Cada grupo de alunos organizou um conjunto de perguntas sobre o livro que leu, respeitando o guião dado pelo professor.
·        Os exercícios foram concebidos em função da sua transposição para as ferramentas do programa Hotpotatoes., ie. - escolha múltipla – resposta simples; exercícios de correspondências; preenchimento de espaços.
·        O conjunto de exercícios elaborados por cada grupo foi concebido para ter a mesma duração.
·        Foi criada uma disciplina para o concurso, na plataforma MOODLE, onde cada turma envolvida tinha os seus exercícios.
·        O concurso inter-turmas realizou-se, durante a aula de Língua Portuguesa, nos computadores da BE. 
·        A turma vencedora foi aquela cujos alunos responderam corretamente ao maior número de perguntas.











CLASSIFICAÇÕES

EDIÇÃO 2011/2012
 




segunda-feira, 11 de junho de 2012

TOP LEITORES DE MAIO








terça-feira, 5 de junho de 2012

1- Filosofia. Psicologia

1- Consulta os recursos em linha através da ferramenta de marcadores sociais DIIGO)

FILOSOFIA

A Arte de Pensar - Site bastante útil para alunos do 10 º e 11 º ano, da responsabilidade da Didáctica Editora.
Consciência - Filsosofia e Ciências Humanas: espaço virtual de estudo
Crítica na rede - Revista filosófica que aposta em artigos e livros introdutórios
David Hume - Vida e pensamento
Descartes - Vida e pensamento (em inglês)
Dicionário Escolar de Filosofia - Plátano Editora
Dúvida Metódica - Blog de filosofia muito útil para alunos do 10º e 11º anos.
Enciclopédia Filosófica - Standford Encyclopedia of Philosophy (em inglês)
Freud Museum Site dedicado a Sigmund Freud (em inglês)
Filosofia Portuguesa
Hegel - Época, vida e obras
Heidegger - Cultura e pensamento
Imanuel Kant - Vida, Filosofia e Metafísica
John Locke - Biografia
John Stuart Mill - Vida e obras
Lusosofia - Biblioteca on-line de filosofia: autores e textos; teses e dissertações; artigos)
Navegando na Filosofia - Recursos didácticos: conceitos, testes, história, bibliografia,...
Parménides - Influência e pensamento
Platão - Vida e pensamento platónico
Sartre - Vida, época, filosofia e obras
S.Tomás de Aquino - Biografia, filosofia e pensamento
Thomas Kuhn - Pensamento de Kuhn


PSICOLOGIA

Freud - Biografia e pensamento
Herzberg - Teoria dos dois factores
Jean Piaget Society (em inglês)
Maslow - Biografia
Pavlov - Reflexologia

domingo, 27 de maio de 2012

Os jograis da nossa escola





Título:  я помню  чудное мгновенье
Autor: Alexander Pushkin

Música: Prelúdio para piano, Opus 28: Nº 4
Compositor: Frédéric Chopin
Piano (a): Arthur Rubinstein
Piano (b):  Grigory Sokolov
Duração:1:56' (a) ; 2:20' (b)

Jogral: Corina Dumitrascu

Clica aqui para a versão original em russo (a)
e aqui para a versão em português (b)






Título: Antologia poética
Poema: Viagem
Autor: Miguel Torga

Música:  Sinfonia nº 5- Adagietto
Compositor: Gustav Mahler
Maestro: Leonard Bernstein
Duração: 1:19'

Jogral: Gonçalo Vale
  

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Título: Cem anos de solidão
Autor: Gabriel Garcia Marques

Música: Cantilena
Compositor: Osvaldo Lacerda  
Intérprete: Duo Barrenechea
Duração: 13:18'

Jogral: Wilma Ferreira  


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Descobre outras leituras aqui.





sexta-feira, 25 de maio de 2012

Novidades na coleção - Ensino Secundário



CLICA AQUI E DESCOBRE TAMBÉM AS NOVIDADES PARA O ENSINO BÁSICO.



MOLIÈRE (DVD)


Filme de Laurent Tirard

1644, Paris, com 22 anos, Jean-Baptiste Poquelin, também conhecido como Molière, ainda não é o escritor que a história reconhece como o verdadeiro mestre da comédia satírica. O seu ilustre grupo de teatro Troupe, fundado no ano anterior, está falido. Perseguido pelos seus credores, Molière é enviado para a prisão, libertado e novamente preso.

Consegue depois sair da prisão, quando a sua dívida é coberta pelo Monsieur Jourdain, um homem rico que quer que ele o ajude a ensaiar uma peça de um ato, que ele havia escrito, com o fim de seduzir uma jovem e bela viúva, Célimène.

Como Jourdain é casado com Elmire e tido como um pai respeitável de duas filhas, o seu projeto deve permanecer em segredo. Jourdain apresenta então Molière como Tartuffe, um padre austero.





AS PRAIAS DE AGNÈS (DVD)


Filme de Agnès Varda

Ao regressar às praias que marcaram a sua vida, Agnès Varda inventa uma forma de auto-documentário. Agnès coloca-se em cena entre os excertos dos seus filmes, imagens e reportagens. Faz-nos partilhar com humor e emoção o seu percurso, os primeiros passos como fotógrafa de teatro, cineasta nos anos cinquenta, a vida com Jacques Demy, a sua militância feminista, as viagens a Cuba, à China e aos EUA, o percurso de produtora independente, a sua vida em família e o amor das praias. Uma mulher livre e curiosa!








O SANGUE DOS OUTROS 



Com a Segunda Guerra Mundial como pano de fundo, "O sangue dos outros" narra-nos a história de amor entre Hélène e Jean. No entanto, a frase de Dostoievski que inaugura o romance "Todos somos responsáveis por tudo perante todos", já nos anuncia aquele que será o eixo temático da narração: a responsabilidade do indivíduo na sociedade em que vive, as implicações do compromisso ideológico, o preço a pagar pela liberdade, o papel dos líderes políticos...




HISTÓRIAS  MARAVILHOSAS DO ORIENTE



Da Rússia à Índia, da Turquia ao Japão, uma antologia de contos tradicionais das diversas culturas e nações do Oriente, revisitados pelo talento e pela sensibilidade de Pearl Buck. Um mundo fabuloso de encanto e fantasia reflete-se em todas estas histórias maravilhosas que a autora recriou com o talento inimitável que lhe valeu o Prémio Nobel de Literatura.



AS FORMIGAS


Estas onze formigas - o número fetiche de Boris Vian - são contos onde a farsa surge do drama, a raiva se junta ao que é pungente e o humor mantém as emoções à distância. A maior parte das narrativas inspira-se numa expressão conhecida ou num cliché linguístico desenvolvidos de forma original. O estilo, esse, combina falso realismo com delírio onírico, o excesso cómico com o exagero feroz.
A morte, sob a forma de assassínio ou suicídio, está presente na guerra, na vida quotidiana das pontes de Paris e nos palcos do cinema, ligada ao sadismo, à fraqueza, ou até ao amor - mata-se, às vezes, aqueles que se amam.





A CONFISSÃO DE LÚCIO




"A confissão de Lúcio", considerada a mais importante obra de Mário de Sá-Carneiro, tem como base o triângulo amoroso entre Lúcio, o seu amigo Ricardo de Loureiro e a mulher deste, Marta.
Nesta novela escrita em forma de policial, o narrador, Lúcio, confessa a sua inocência, depois de ter passado dez anos na prisão acusado da morte de Ricardo, ocorrida em circunstâncias misteriosas e da qual a única testemunha é o próprio Lúcio.
Obra vanguardista, nela se encontram algumas das obsessões do autor: o amor pervertido, o suicídio, o sentimento de incompletude e de alienação do eu que lhe conferiram uma aura de poeta maldito.



CONTOS NOCTURNOS


E.T.A. Hoffmann é considerado um dos percursores do Surrealismo e das modernas literaturas de horror. O uso magistral do suspense e do sobrenatural nas suas narrativas, como pioneiro do conto fantástico, aliando o realismo ao macabro, influenciaram escritores como Kafka, Edgar Allan Poe, Charles Dickens ou Nicolau Gogol.
Inclui os seguintes contos: O Homem da Areia;  A Igreja dos Jesuítas; O Sanctus;  A Casa Deserta; O Voto; O coração de Pedra.




HISTÓRIAS SOBRENATURAIS




Alexandre Dumas inicia-se na literatura do fantástico e do sobrenatural após ter escrito os seus célebres dramas e romances históricos. Reflete sobre o bem e o mal, interrogando-se sobre as forças obscuras que podem atuar e residir no ser humano.
Eis porque as histórias reunidas neste volume constituem verdadeiras obras-primas.



HISTÓRIAS DO FANTÁSTICO

Prosper Mérimée (1803-1870), dramaturgo francês, autor de Carmen, além de historiador, arqueólogo e tradutor de Pushkin, admirador de Walter Scott e de Stendhal, é um dos mestres do fantástico onde domina o misticismo, a exploração do inexplicável ou a intrusão do sobrenatural. Histórias do Fantástico constituem uma selecção de algumas dessas suas obras, onde o romantismo da época se alia às formas destrutivas do amor e do irracional. 




VOLTAIRE



CÂNDIDO, O OPTIMISTA

Publicada anonimamente em 1759, esta obra é logo identificada o seu autor e nesse mesmo ano, a obra conhece vinte edições, seguindo a sua fama para a Itália e Inglaterra, onde é traduzida.
Voltaire foi o introdutor de um género de conto que utiliza a ironia para revelar criticamente a realidade do mundo em que vivia: utiliza a ficção como interrogação e os seus personagens agem por vezes em contradição com o senso-comum da época.
Em "Cândido", o seu herói confronta-se regularmente com o optimismo veiculado pelas teorias de Leibniz (o melhor dos mundos possíveis), ou o seu nome não exprimisse precisamente a ideia da candura que o optimismo gera na adversidade através da existência do mal e da justiça divina.

 O INGÉNUO


"O ingénuo" conta-nos a história de um índio hurão que desembarca na Bretanha, França, e que, depois de convertidos ao catolicismo e batizado, se apaixona pela sua madrinha, confrontando-se com os interditos e costumes religiosos e com a hierarquia social. De forte pendor filosófico, esta obra faz uma sátira, cheia de bom humor, ao catolicismo, à sociedade e à nobreza.



quinta-feira, 3 de maio de 2012

Encontro com o escritor Jacinto Lucas Pires




No âmbito do projecto da Câmara Municipal de Sintra "Os escritores vão à escola", temos o prazer de anunciar o encontro com o autor Jacinto Lucas Pires, no próximo dia 9 de maio, pelas 10 horas, no auditório.





"Jacinto Lucas Pires (1974) estudou Direito na Universidade Católica de Lisboa e Cinema na New York Film Academy. Publicou o seu primeiro livro em 1996 e trabalha como dramaturgo e cineasta. A sua obra encontra-se publicada em português pelos Livros Cotovia e também em espanhol, croata e tailandês. Várias peças suas estão traduzidas em francês, espanhol, inglês e norueguês. Em Portugal, os seus textos foram encenados por Manuel Wiborg, Ricardo Pais, Marcos Barbosa e João Brites. Alguns dos seus contos foram incluídos em colectâneas na Alemanha, em França, em Itália, na Bulgária, no Brasil e em Espanha...."

Clica aqui para continuares a ler a biografia do autor, no sítio da editora Cotovia.


No âmbito do Programa Gulbenkian de Desenvolvimento Humano, o escritor foi conhecer os participantes da Academia Ubuntu  que constitui uma "iniciativa de formação para a liderança, dirigida a jovens descendentes de imigrantes africanos entre os 14 e os 30 anos.". Apresentam-se seguidamente  as gravações desse encontro.

Academia Ubuntu  - Jacinto Lucas Pires_ parte 1



Academia Ubuntu  - Jacinto Lucas Pires_ parte  2


Academia Ubuntu  - Jacinto Lucas Pires_ parte 3



Academia Ubuntu  - Jacinto Lucas Pires_ parte 3


Academia Ubuntu  - Jacinto Lucas Pires_ parte 4




Entrevista sobre o livro VAMOS onde o autor retrata os percursos de vida de dezasseis jovens descendentes de imigrantes africanos que frequentaram a Academia Ubuntu.




Sinopse e excertos do seu último romance  "O verdadeiro ator" (clicar no livro digital em Notas).

Sinopse e excertos da obra  "Assobiar em público" (clicar no livro digital em Notas).


Bibliografia activa


Para averiguar o seu grau de pureza, 1996  (conto)
Universos e frigoríficos, 1997 (teatro) 
Azul-turquesa, 1998 (ficção)
2 filmes e algo de algodão, 1999 (ficção)
Arranha-céus, 1999 (teatro)
Abre para cá, 2000 (contos)
Livro usado, 2001
Escrever, falar, 2002 (teatro)
Coimbra 3, 2003 (teatro)
Do sol, 2004 (romance)
Figurantes e outras peças, 2005 (teatro)
Octávio no mundo, 2006 (teatro)
Panos, 2006 (teatro)
Perfeitos milagres, 2007 (romance)
Assobiar em público, 2008 (ficção)
Silenciador, 2008 (teatro)
Sagrada família, 2010 (teatro)
O verdadeiro ator, 2011 (ficção)



Obras de Jacinto Lucas Pires publicadas no estrangeiro: Azul-turquesa: Espanha (editora Hiru), Croácia (Mlinarec & Plavic´), Brasil (Gryphuseiro) Livro usado: Brasil (Gryphus), Universos e Frigoríficos: Tailândia (Namee Books) Octávio no Mundo: Noruega (Det Åpne Teater) Figurantes: França (Les Solitaires Intempestifs, Éditions)


Bibliografia do autor na biblioteca
2 filmes e algo de algodão / Jacinto Lucas Pires. - Lisboa : Cotovia, cop. 1999. - 79, [1] p.


quarta-feira, 2 de maio de 2012

A Secundária Miguel Torga parou para ler!



No âmbito da comemoração do Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor, a Escola Secundária Miguel Torga aderiu à iniciativa concelhia “SINTRA PARA PARA LER”, no dia 23 de abril.
Assim, pelas 9h30, no turno da manhã, e as 14h45, no turno da tarde, alunos, corpo docente e não docente interromperam as suas atividades regulares, durante 15 minutos, para juntos partilharem este momento simbólico dedicado exclusivamente ao prazer da leitura.

Acompanhem o périplo da reportagem fotográfica.






















terça-feira, 17 de abril de 2012

As escolas de Sintra param para ler

No âmbito da comemoração do Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor, a Biblioteca da Escola Secundária Miguel Torga comunica que na próxima segunda-feira, 23 de abril, a escola vai participar na iniciativa concelhia “SINTRA PARA PARA LER”.

Assim, pelas 9h30, no turno da manhã, e as 14h45, no turno da tarde, alunos, corpo docente e não docente, interromperão as suas atividades regulares, durante 15 minutos, para juntos partilharem este momento simbólico dedicado exclusivamente ao prazer da leitura.

Para esse efeito, todos deverão trazer para a escola o livro que querem ler. Se assim o desejarem, poderão, como sempre, requisitá-lo na biblioteca.
Por acreditar que o prazer de ler se fomenta e contribui para a formação integral dos nossos jovens, a Biblioteca Escolar agradece, desde já, a colaboração de toda a  comunidade escolar.



sábado, 14 de abril de 2012

Os Jograis da Nossa Escola


                                     












Título: Cem anos de solidão                                  
Autor: Gabriel Garcia Marques   


Música: Cantilena
Compositor: Osvaldo Lacerda 
Duração: 13:18'


Jogral: Wilma Ferreira



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Título: O nome da rosa
Autor: Umberto Eco   
Música: canto gregoriano: Choir of the Abbey of Mount Angel
Maestro: Dom David Nicholson, OSB  
Duração: 11:59'


Jogral: Beatriz Fernandes




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Título: O coração das trevas
Autor: Joseph Conrad

Música: Secret Agent
Compositor: Philip Glass  
Duração: 13:14'


Jogral: Beatriz Fernandes




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Título: O estranho caso do Dr. Jekyll e do Sr. Hyde
Autor: Robert Louis Stevenson

Música: Night on Bald Mountain
Compositor: Modest Mussorgsky  
Duração: 5:56'

Jogral: André Moutinho




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Título: O cão dos Baskervilles
Autor: Sir Arthur Conan Doyle

Música: La Mer: Dialogue du Vent et de la Mer
Compositor: Claude Debussy
Maestro: Arturo Toscanini
Duração: 10:43'


Jogral: Frederico Mendonça


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Título: Berta, a Grande
Autor: Cuca Canals


Música: La Vita è Bella
Compositor: Nicola Piovani
Duração:15:24'


Jogral: Wilma Ferreira


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Título: Marley e eu
Autor: John Grogan

Música: Shiny Happy People
Compositor: R.E.M.
Duração: 7:56'



Jogral: Mª Inês Félix


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