segunda-feira, 11 de junho de 2012
terça-feira, 5 de junho de 2012
1- Filosofia. Psicologia
1- Consulta os recursos em linha através da ferramenta de marcadores sociais DIIGO)
FILOSOFIA
A Arte de Pensar - Site bastante útil para alunos do 10 º e 11 º ano, da responsabilidade da Didáctica Editora.
Consciência - Filsosofia e Ciências Humanas: espaço virtual de estudo
Crítica na rede - Revista filosófica que aposta em artigos e livros introdutórios
David Hume - Vida e pensamento
Descartes - Vida e pensamento (em inglês)
Dicionário Escolar de Filosofia - Plátano Editora
Dúvida Metódica - Blog de filosofia muito útil para alunos do 10º e 11º anos.
Enciclopédia Filosófica - Standford Encyclopedia of Philosophy (em inglês)
Freud Museum - Site dedicado a Sigmund Freud (em inglês)
Filosofia Portuguesa
Hegel - Época, vida e obras
Heidegger - Cultura e pensamento
Imanuel Kant - Vida, Filosofia e Metafísica
John Locke - Biografia
John Stuart Mill - Vida e obras
Lusosofia - Biblioteca on-line de filosofia: autores e textos; teses e dissertações; artigos)
Navegando na Filosofia - Recursos didácticos: conceitos, testes, história, bibliografia,...
Parménides - Influência e pensamento
Platão - Vida e pensamento platónico
Sartre - Vida, época, filosofia e obras
S.Tomás de Aquino - Biografia, filosofia e pensamento
Thomas Kuhn - Pensamento de Kuhn
PSICOLOGIA
Freud - Biografia e pensamento
Herzberg - Teoria dos dois factores
Jean Piaget Society (em inglês)
Maslow - Biografia
Pavlov - Reflexologia
FILOSOFIA
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Sartre - Vida, época, filosofia e obras
S.Tomás de Aquino - Biografia, filosofia e pensamento
Thomas Kuhn - Pensamento de Kuhn
PSICOLOGIA
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Herzberg - Teoria dos dois factores
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Maslow - Biografia
Pavlov - Reflexologia
domingo, 27 de maio de 2012
Os jograis da nossa escola
Autor: Alexander Pushkin
Música: Prelúdio para piano, Opus 28: Nº 4
Compositor: Frédéric Chopin
Piano (a): Arthur Rubinstein
Piano (b): Grigory Sokolov
Duração:1:56' (a) ; 2:20' (b)
Jogral: Corina Dumitrascu
Clica aqui para a versão original em russo (a)
e aqui para a versão em português (b)
Título: Antologia poética
Poema: Viagem
Autor: Miguel Torga
Música: Sinfonia nº 5- Adagietto
Compositor: Gustav Mahler
Maestro: Leonard Bernstein
Duração: 1:19'
Jogral: Gonçalo Vale
Clica aqui
Autor: Gabriel Garcia Marques
Música: Cantilena
Compositor: Osvaldo Lacerda
Intérprete: Duo Barrenechea
Duração: 13:18'
Jogral: Wilma Ferreira
Descobre outras leituras aqui.
Etiquetas:
Gabriel Garcia Marques,
gravações,
jograis,
Miguel Torga,
Pushkin
sexta-feira, 25 de maio de 2012
Novidades na coleção - Ensino Secundário
CLICA AQUI E DESCOBRE TAMBÉM AS NOVIDADES PARA O ENSINO BÁSICO.
MOLIÈRE (DVD)

Filme de Laurent Tirard
1644, Paris, com 22 anos,
Jean-Baptiste Poquelin, também conhecido como Molière, ainda não é o escritor
que a história reconhece como o verdadeiro mestre da comédia satírica. O seu
ilustre grupo de teatro Troupe, fundado no ano anterior, está falido.
Perseguido pelos seus credores, Molière é enviado para a prisão, libertado e
novamente preso.
Consegue depois sair da prisão,
quando a sua dívida é coberta pelo Monsieur Jourdain, um homem rico que quer
que ele o ajude a ensaiar uma peça de um ato, que ele havia escrito, com o fim
de seduzir uma jovem e bela viúva, Célimène.
Como Jourdain é casado com Elmire
e tido como um pai respeitável de duas filhas, o seu projeto deve permanecer
em segredo. Jourdain apresenta então Molière como Tartuffe, um padre austero.
Filme de Agnès Varda
Ao regressar às praias que
marcaram a sua vida, Agnès Varda inventa uma forma de auto-documentário. Agnès
coloca-se em cena entre os excertos dos seus filmes, imagens e reportagens.
Faz-nos partilhar com humor e emoção o seu percurso, os primeiros passos como
fotógrafa de teatro, cineasta nos anos cinquenta, a vida com Jacques Demy, a
sua militância feminista, as viagens a Cuba, à China e aos EUA, o percurso de
produtora independente, a sua vida em família e o amor das praias. Uma mulher
livre e curiosa!
O SANGUE DOS OUTROS
Com a Segunda Guerra Mundial como pano de fundo, "O sangue dos outros" narra-nos a história de amor entre Hélène e Jean. No entanto, a frase de Dostoievski que inaugura o romance "Todos somos responsáveis por tudo perante todos", já nos anuncia aquele que será o eixo temático da narração: a responsabilidade do indivíduo na sociedade em que vive, as implicações do compromisso ideológico, o preço a pagar pela liberdade, o papel dos líderes políticos...
HISTÓRIAS
MARAVILHOSAS DO ORIENTE
Da Rússia à Índia, da Turquia ao Japão, uma antologia de
contos tradicionais das diversas culturas e nações do Oriente, revisitados pelo
talento e pela sensibilidade de Pearl Buck. Um mundo fabuloso de encanto e
fantasia reflete-se em todas estas histórias maravilhosas que a autora recriou
com o talento inimitável que lhe valeu o Prémio Nobel de Literatura.
AS FORMIGAS
Estas onze formigas - o número fetiche de Boris Vian - são
contos onde a farsa surge do drama, a raiva se junta ao que é pungente e o
humor mantém as emoções à distância. A maior parte das narrativas inspira-se
numa expressão conhecida ou num cliché linguístico desenvolvidos de forma
original. O estilo, esse, combina falso realismo com delírio onírico, o excesso
cómico com o exagero feroz.
A morte, sob a forma de assassínio ou suicídio, está
presente na guerra, na vida quotidiana das pontes de Paris e nos palcos do
cinema, ligada ao sadismo, à fraqueza, ou até ao amor - mata-se, às vezes,
aqueles que se amam.
A CONFISSÃO DE LÚCIO
"A confissão de Lúcio", considerada a mais importante obra de
Mário de Sá-Carneiro, tem como base o triângulo amoroso entre Lúcio, o seu
amigo Ricardo de Loureiro e a mulher deste, Marta.
Nesta novela escrita em forma de policial, o narrador,
Lúcio, confessa a sua inocência, depois de ter passado dez anos na prisão
acusado da morte de Ricardo, ocorrida em circunstâncias misteriosas e da qual a
única testemunha é o próprio Lúcio.
Obra vanguardista, nela se encontram algumas das obsessões
do autor: o amor pervertido, o suicídio, o sentimento de incompletude e de
alienação do eu que lhe conferiram uma aura de poeta maldito.
CONTOS NOCTURNOS
E.T.A. Hoffmann é considerado um dos percursores do Surrealismo e das modernas literaturas de horror. O uso magistral do suspense e do sobrenatural nas suas narrativas, como pioneiro do conto fantástico, aliando o realismo ao macabro, influenciaram escritores como Kafka, Edgar Allan Poe, Charles Dickens ou Nicolau Gogol.
Inclui os seguintes contos: O Homem da Areia; A Igreja dos Jesuítas; O Sanctus; A Casa Deserta; O Voto; O coração de Pedra.
HISTÓRIAS SOBRENATURAIS
Alexandre Dumas inicia-se na literatura do fantástico e do
sobrenatural após ter escrito os seus célebres dramas e romances históricos.
Reflete sobre o bem e o mal, interrogando-se sobre as forças obscuras que podem
atuar e residir no ser humano.
Eis porque as histórias reunidas neste volume constituem
verdadeiras obras-primas.
HISTÓRIAS DO FANTÁSTICO
Prosper Mérimée (1803-1870), dramaturgo francês, autor de Carmen, além de historiador, arqueólogo e tradutor de Pushkin, admirador de Walter Scott e de Stendhal, é um dos mestres do fantástico onde domina o misticismo, a exploração do inexplicável ou a intrusão do sobrenatural. Histórias do Fantástico constituem uma selecção de algumas dessas suas obras, onde o romantismo da época se alia às formas destrutivas do amor e do irracional.
VOLTAIRE
CÂNDIDO, O OPTIMISTA
Publicada anonimamente em 1759, esta obra é logo identificada o seu autor e nesse mesmo ano, a obra conhece vinte edições, seguindo a sua fama para a Itália e Inglaterra, onde é traduzida.
Voltaire foi o introdutor de um género de conto que utiliza a ironia para revelar criticamente a realidade do mundo em que vivia: utiliza a ficção como interrogação e os seus personagens agem por vezes em contradição com o senso-comum da época.
Em "Cândido", o seu herói confronta-se regularmente com o optimismo veiculado pelas teorias de Leibniz (o melhor dos mundos possíveis), ou o seu nome não exprimisse precisamente a ideia da candura que o optimismo gera na adversidade através da existência do mal e da justiça divina.
O INGÉNUO
"O ingénuo" conta-nos a história de um índio hurão que desembarca na Bretanha, França, e que, depois de convertidos ao catolicismo e batizado, se apaixona pela sua madrinha, confrontando-se com os interditos e costumes religiosos e com a hierarquia social. De forte pendor filosófico, esta obra faz uma sátira, cheia de bom humor, ao catolicismo, à sociedade e à nobreza.
"O ingénuo" conta-nos a história de um índio hurão que desembarca na Bretanha, França, e que, depois de convertidos ao catolicismo e batizado, se apaixona pela sua madrinha, confrontando-se com os interditos e costumes religiosos e com a hierarquia social. De forte pendor filosófico, esta obra faz uma sátira, cheia de bom humor, ao catolicismo, à sociedade e à nobreza.
quinta-feira, 3 de maio de 2012
Encontro com o escritor Jacinto Lucas Pires
No âmbito do projecto da Câmara Municipal de Sintra "Os escritores vão à escola", temos o prazer de anunciar o encontro com o autor Jacinto Lucas Pires, no próximo dia 9 de maio, pelas 10 horas, no auditório.
"Jacinto Lucas Pires (1974) estudou Direito na Universidade Católica de Lisboa e Cinema na New York Film Academy. Publicou o seu primeiro livro em 1996 e trabalha como dramaturgo e cineasta. A sua obra encontra-se publicada em português pelos Livros Cotovia e também em espanhol, croata e tailandês. Várias peças suas estão traduzidas em francês, espanhol, inglês e norueguês. Em Portugal, os seus textos foram encenados por Manuel Wiborg, Ricardo Pais, Marcos Barbosa e João Brites. Alguns dos seus contos foram incluídos em colectâneas na Alemanha, em França, em Itália, na Bulgária, no Brasil e em Espanha...."
Clica aqui para continuares a ler a biografia do autor, no sítio da editora Cotovia.
No âmbito do Programa Gulbenkian de Desenvolvimento Humano, o escritor foi conhecer os participantes da Academia Ubuntu que constitui uma "iniciativa de formação para a liderança, dirigida a jovens descendentes de imigrantes africanos entre os 14 e os 30 anos.". Apresentam-se seguidamente as gravações desse encontro.
Academia Ubuntu - Jacinto Lucas Pires_ parte 1
Academia Ubuntu - Jacinto Lucas Pires_ parte 2
Academia Ubuntu - Jacinto Lucas Pires_ parte 3
Academia Ubuntu - Jacinto Lucas Pires_ parte 3
Academia Ubuntu - Jacinto Lucas Pires_ parte 4
Entrevista sobre o livro VAMOS onde o autor retrata os percursos de vida de dezasseis jovens descendentes de imigrantes africanos que frequentaram a Academia Ubuntu.
Sinopse e excertos da obra "Assobiar em público" (clicar no livro digital em Notas).
Bibliografia activa
Para averiguar o seu grau de pureza, 1996 (conto)
Universos e frigoríficos, 1997 (teatro)
Azul-turquesa, 1998 (ficção)
2 filmes e algo de algodão, 1999 (ficção)
Arranha-céus, 1999 (teatro)
Abre para cá, 2000 (contos)
Livro usado, 2001
Escrever, falar, 2002 (teatro)
Coimbra 3, 2003 (teatro)
Do sol, 2004 (romance)
Figurantes e outras peças, 2005 (teatro)
Octávio no mundo, 2006 (teatro)
Panos, 2006 (teatro)
Perfeitos milagres, 2007 (romance)
Assobiar em público, 2008 (ficção)
Silenciador, 2008 (teatro)
Sagrada família, 2010 (teatro)
O verdadeiro ator, 2011 (ficção)
Obras de Jacinto Lucas Pires publicadas no estrangeiro: Azul-turquesa: Espanha (editora Hiru), Croácia (Mlinarec & Plavic´), Brasil (Gryphuseiro) Livro usado: Brasil (Gryphus), Universos e Frigoríficos: Tailândia (Namee Books) Octávio no Mundo: Noruega (Det Åpne Teater) Figurantes: França (Les Solitaires Intempestifs, Éditions)
Bibliografia do autor na biblioteca
2 filmes e algo de algodão / Jacinto Lucas Pires. - Lisboa : Cotovia, cop. 1999. - 79, [1] p.
quarta-feira, 2 de maio de 2012
A Secundária Miguel Torga parou para ler!
No âmbito da comemoração do Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor, a Escola Secundária Miguel Torga aderiu à iniciativa concelhia “SINTRA PARA PARA LER”, no dia 23 de abril.
Assim, pelas 9h30, no turno da manhã, e as 14h45, no turno da tarde, alunos, corpo docente e não docente interromperam as suas atividades regulares, durante 15 minutos, para juntos partilharem este momento simbólico dedicado exclusivamente ao prazer da leitura.
Acompanhem o périplo da reportagem fotográfica.
terça-feira, 17 de abril de 2012
As escolas de Sintra param para ler
No âmbito da comemoração do Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor, a Biblioteca da Escola Secundária Miguel Torga comunica que na próxima segunda-feira, 23 de abril, a escola vai participar na iniciativa concelhia “SINTRA PARA PARA LER”.
Assim, pelas 9h30, no turno da manhã, e as 14h45, no turno da tarde, alunos, corpo docente e não docente, interromperão as suas atividades regulares, durante 15 minutos, para juntos partilharem este momento simbólico dedicado exclusivamente ao prazer da leitura.
Para esse efeito, todos deverão trazer para a escola o livro que querem ler. Se assim o desejarem, poderão, como sempre, requisitá-lo na biblioteca.
sábado, 14 de abril de 2012
Os Jograis da Nossa Escola
Música: Cantilena
Compositor: Osvaldo Lacerda
Duração: 13:18'
Música: canto gregoriano: Choir of the Abbey of Mount Angel
Maestro: Dom David Nicholson, OSB
Maestro: Dom David Nicholson, OSB
Duração: 11:59'
Jogral: Beatriz Fernandes
Autor: Joseph Conrad
Música: Secret Agent
Compositor: Philip Glass
Duração: 13:14'
Jogral: Beatriz Fernandes
Autor: Robert Louis Stevenson
Música: Night on Bald Mountain
Compositor: Modest Mussorgsky
Duração: 5:56'
Jogral: André Moutinho
Título: O cão dos Baskervilles
Autor: Sir Arthur Conan Doyle
Música: La Mer: Dialogue du Vent et de la Mer
Compositor: Claude Debussy
Maestro: Arturo Toscanini
Duração: 10:43'
Jogral: Frederico Mendonça
Clica aqui
Autor: Cuca Canals
Música: La Vita è Bella
Compositor: Nicola Piovani
Duração:15:24'
Jogral: Wilma Ferreira
Clica aqui
Título: Marley e eu
Autor: John Grogan
Música: Shiny Happy People
Compositor: R.E.M.
Duração: 7:56'
Jogral: Mª Inês Félix
Clica aqui
segunda-feira, 9 de abril de 2012
Luís de Sttau Monteiro
"Para mim há uma coisa sagrada: ser livre como o vento."
Luís Infante de Lacerda Sttau Monteiro é um dramaturgo incontornável do século XX português. Filho de Lúcia Rebelo Cancela Infante de Lacerda (1903-1980) e de Armindo Rodrigues de Sttau Monteiro (1896 – 1955), nasceu a 3 de abril de 1926, em Lisboa.
Em 1936, com dez anos de idade, partiu para Londres com seu pai, embaixador de Portugal. Em 1943, este último foi demitido do seu cargo por Salazar, pelo que regressaram a Portugal.
Estudou num colégio particular e no Liceu Pedro Nunes. Licenciou-se em Direito, que exerceu apenas durante dois anos. Regressou a Londres e tornou-se piloto de Fórmula 2. Foi aí que conheceu uma jovem inglesa, June Goodyear, com quem se casou em Sintra, em 27 de setembro de 1951.
Ao regressar a Portugal, colaborou em diversas publicações, destacando-se a revista Almanaque e o suplemento A Mosca do Diário de Lisboa. Neste último, escreveu crónicas de crítica de costume, sob a forma de redações escolares, sem qualquer pontuação, assinadas por uma adolescente, a Guidinha.*
A sua estadia em Inglaterra, durante a juventude, pô-lo em contacto com alguns movimentos de vanguarda da literatura anglo-saxónica. Na sua obra narrativa retratou ironicamente certos estratos da burguesia lisboeta e aspetos da sociedade portuguesa sua contemporânea.
Estreou-se, em 1960, com Um Homem não Chora, a que se seguiu Angústia Para o Jantar (1961), obra que revela alguma influência de escritores ingleses da geração dos angry young men, que o consagrou, e E Se For Rapariga Chama-se Custódia (1966).
Destacou-se, sobretudo, como dramaturgo, nomeadamente com Felizmente há Luar! (1961), peça que, sob influência do teatro de Brecht e recuperando acontecimentos da anterior história portuguesa, procurava fazer uma denúncia da situação sua contemporânea. Esta peça foi publicada em 1961, tendo sido galardoada com o Grande Prémio de Teatro. A sua representação foi, no entanto, proibida pela censura. Só em 1978, após a Revolução do 25 de abril, a peça foi apresentada no Teatro Nacional.
O seu carácter contestatário levou a que fosse preso pela PIDE, em 1967, após a publicação num único volume das peças de teatro A Guerra Santa e A Estátua, sátiras em que criticava a ditadura e a guerra colonial.
Faleceu a 23 de julho de 1993, em Lisboa, tendo como «a única coisa sagrada ser livre como o vento».
Transcrevem-se, seguidamente, alguns excertos das Redacções da Guidinha*, publicadas pela Areal Editores.
"Estou farta de batatas até aos olhos não posso ver batatas à minha frente porque tenho um azar danado enquanto toda a gente hoje tem o DIA mundial da poupança eu nasci numa casa em que andamos há cinco anos ou mais sim ou mais que eu tenho a impressão de que nunca vivemos senão assim mas o melhor é voltar ao que eu estava a contar enquanto toda a gente tem o dia mundial da poupança nós lá em casa andamos no ANO inteiro da poupança e o pior é que já vamos para o quarto ano da poupança e para quê? para chegarmos vivos ao fim do mês vivos mas cheios de batatas até aos olhos (...) deviam dar uma medalha ao meu Pai porque ele é um homem bestial que inventou a tal poupança antes do resto do mundo cá para mim deviam pôr o retrato dele nos livros de história ao lado dos retratos dos navegadores porque ele descobriu a poupança antes dos outros sim porque a verdade é que a gente lá em casa anda a navegar em poupança antes dos outros há tantos anos que nem conhecemos outra coisa eu cá por mim estou à espera para ver se compro um livro de matemática porque com o dinheiro que o meu Pai ganha nem para o ano mas para voltarmos outra vez ao que eu estava a dizer o que eu quero é que ponham debaixo dos cartazes (do Dia Mundial da Poupança) «Viva o Pai da Guidinha que inventou o Ano da Poupança Doméstica» ou qualquer outra coisa parecida para se fazer justiça”
"Tretas tretas tretas a mim é que não me levam mais era o que faltava ou um ou outro é um aldrabão disseram-me que o pai natal descia pela chaminé e eu acendi o fogão para lhe queimar o rabo para ele dar um grito para eu o ver e nicles quem ficou com o rabo a arder fui eu que levei bumba no toutiço por ter gasto gás é só para ver como as coisas são disseram-me que ele trazia presentes do céu e o que ele me trouxe foi uma camisola que eu vi numa montra duma loja em saldo com o preço e tudo isto quer dizer que o Céu fica na Rua dos Fanqueiros ou que me aldrabaram por eu ser criança é o que eu digo mentem à gente mal a gente nasce e depois queixam-se de que a gente em grande queira ir para a política (...) outra porcaria que me fez o pai natal foi dizer ao meu pai que este ano os presentes eram fracotes por causa da crise que há no Céu mas então se aquilo é igual à Terra para que é que lhe chamam Céu anda a gente a privar-se de coisas para ir para o Céu e chega lá e bumba aquilo é como a Graça ou como o Areeiro eu é que não vou nisso e se as coisas não mudam para o ano faço de conta que não sei da crise e mando uma reclamação para o deputado que me representa na assembleia e o pai natal vai ver como é que as moscas picam para aprender a ser profissional a valer que isto dum pai natal amador não interessa a ninguém e muito menos a esta vossa GUIDINHA que não está cá por ver andar os outros."
A Guidinha e o 25 de Abril
Ficção
1960 - Um
Homem não Chora
1961 -
Angústia para o Jantar
1966 - E
se for Rapariga Chama-se Custódia
1965 - A
mulher que queria o fim do mundo
Teatro
1961 -
Felizmente Há Luar!
1963 -
Todos os Anos, pela Primavera
1965 - O
Barão (1965, adaptação teatral da novela de Branquinho da Fonseca)
1966 -
Auto da Barca do Motor fora da Borda
1967 - A
Guerra Santa
1967 - A
Estátua
1968 - As
Mãos de Abraão Zacut
1971 - Sua
Excelência
1979 -
Crónica Atribulada do Esperançoso Fagundes
Bibliografia ativa na biblioteca
Felizmente há luar!
Bibliografia passiva na biblioteca
ÂNGELO, Paula - Felizmente há luar! [de] Luís de Sttau Monteiro : introdução ao estudo da obra. S. João do Estoril : Papelaria Bonanza, [199-?]. 84 p.
DELGADO, Isabel Teles Lopes - Para uma leitura de Felizmente há Luar! de Luís de Sttau Monteiro. 1a ed. Lisboa : Presença, 2000. 87 p.. ISBN 972-23-2580-9.
REIS, Fernando Egídio ; SANTOS, Maria Manuela Ventura ; GONÇALVES, Maria Neves L. - Felizmente há luar! de Luís de Sttau Monteiro : análise da obra. 3a ed. Lisboa : Texto, 2001. 96 p. ISBN 972-47-1496-9
quarta-feira, 14 de março de 2012
Camilo Castelo Branco
O Operário das Letras
O primeiro escritor português a poder viver apenas da escrita
"Filho natural de Manuel Joaquim Botelho Castelo Branco, oriundo de uma farmília
da pequena e recente burguesia trasmontana, perde a mãe aos dois anos e o pai
aos dez. Por decisão do conselho de família, vai, com a irmã Carolina, viver
para Vila Real, a cargo de uma tia paterna, Rita Emília, que não se desvelará
muito em carinho pelos dois órfãos. Quando, em 1839, a irmã casa com o futuro
médico Francisco José de Azevedo, vai viver com eles para Vilarinho da Samardã e
aí, por entre os acasos de uma adolescência nem sempre fácil, recebe a sua
primeira formação cultural com as lições do P.e António de Azevedo, irmão do
cunhado, que lhe ensina doutrina cristã, latim, francês e língua portuguesa. Aos
16 anos (em 18.8.1841), casa com Joaquina Pereira da França, camponesa do lugar
de Friúme, concelho de Ribeira de Pena, onde temporariamente exercia as funções
de amanuense; depressa, porém, a abandonaria. A adolescente, que lhe dera uma
filha, nascida a 25.10.1841, morreria em 25.11.1847, poucos meses antes dessa
filha, falecida a 10.3.1848. A sua volubilidade não tardaria em substituí-la,
numa longa cadeia de amores que o levará sucessivamente aos braços de Patrícia
Emília, que dele teve também uma filha, Bernardina Amélia, nascida a 25.6.1848;
de Isabel Cândida Mourão, religiosa do Convento da Avé Maria; e, por fim, aos de
Ana Plácido, a mulher fatal da sua vida."
Clica aqui para continuar a ler a biografia do autor no site da Casa de Camilo.
Grandes Livros: "Amor de Perdição"
Camilo Castelo Branco (Parte 1/5)
Grandes Livros: "Amor de Perdição",
Camilo Castelo Branco (Parte 2/5)
Grandes Livros: "Amor de Perdição",
Camilo Castelo Branco (Parte 3/5)
Grandes Livros: "Amor de Perdição",
Camilo Castelo Branco (Parte 4/5)
Grandes Livros: "Amor de Perdição",
Camilo Castelo Branco (Parte 5/5)
CINEMA
Baseado na obra homónima de Camilo Castelo Branco, o filme "Mistérios de Lisboa", que fez mais de 100 mil espetadores no primeiro ano da sua exibição em França, relançou o interesse pela obra de Camilo, tornando-se num dos livros mais vendidos da Fnac Forum, no centro de Paris.
"Mistérios de Lisboa" - trailer
Para mais informações sobre Camilo Castelo Branco consulta:
Projecto Vercial, a maior base de dados na Internet sobre literatura portuguesa.
C.I.T.I., Centro de investigação para tecnologias interactivas (Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa).
DGLB, Direcção-Geral do Livro e das Bibliotecas.
Obras integrais em formato digital [pdf] na Biblioteca Digital da Porto Editora:
A Queda de um Anjo
Amor de Perdição
Maria Moisés
Outras obras digitalizadas de Camilo Castelo Branco na Biblioteca Nacional.
Amor de Perdição
Maria Moisés
Outras obras digitalizadas de Camilo Castelo Branco na Biblioteca Nacional.
Bibliografia ativa na biblioteca da escola:
Amor de
Perdição
Amor de salvação
Amor de perdição: memórias duma família
Aventuras de
Basílio Fernandes Enxertado Amor de salvação
Amor de perdição: memórias duma família
A brasileira de Prazins: cenas do Minho
Carlota Ângela
Cenas da Foz
A doida do Candal
Doze casamentos felizes
A enjeitada
A filha do arcediago
A filha do Regicida
Um homem de brios
Maria Moisés
Memórias de Guilherme do Amaral
Mistérios de Fafe
A neta do Arcediago
A queda dum anjo
O regicida
O retrato de Ricardina
Vingança
A brasileira de Prazins: cenas do Minho
Bibliografia passiva na biblioteca da escola:
BORREGANA, António
Afonso
- Amor de Perdição de Camilo Castelo Branco; Os Maias de Eça de Queirós: o
texto em análise. 5a ed. Lisboa: Texto, 1998. 77, [3] p. ISBN 972-47-0459-9.
VILELA, Ana Manuela
Pires; GUERRA, Dalila Maria Teixeira - Leitura orientada da novela Maria Moisés
de Camilo Castelo Branco: 8o-10o ano e curso nocturno. Porto: Porto Ed.,, 1997.
143 p. ISBN 972-0-40165-6.
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