domingo, 27 de maio de 2012

Os jograis da nossa escola





Título:  я помню  чудное мгновенье
Autor: Alexander Pushkin

Música: Prelúdio para piano, Opus 28: Nº 4
Compositor: Frédéric Chopin
Piano (a): Arthur Rubinstein
Piano (b):  Grigory Sokolov
Duração:1:56' (a) ; 2:20' (b)

Jogral: Corina Dumitrascu

Clica aqui para a versão original em russo (a)
e aqui para a versão em português (b)






Título: Antologia poética
Poema: Viagem
Autor: Miguel Torga

Música:  Sinfonia nº 5- Adagietto
Compositor: Gustav Mahler
Maestro: Leonard Bernstein
Duração: 1:19'

Jogral: Gonçalo Vale
  

Clica aqui







Título: Cem anos de solidão
Autor: Gabriel Garcia Marques

Música: Cantilena
Compositor: Osvaldo Lacerda  
Intérprete: Duo Barrenechea
Duração: 13:18'

Jogral: Wilma Ferreira  


Clica aqui



Descobre outras leituras aqui.





sexta-feira, 25 de maio de 2012

Novidades na coleção - Ensino Secundário



CLICA AQUI E DESCOBRE TAMBÉM AS NOVIDADES PARA O ENSINO BÁSICO.



MOLIÈRE (DVD)


Filme de Laurent Tirard

1644, Paris, com 22 anos, Jean-Baptiste Poquelin, também conhecido como Molière, ainda não é o escritor que a história reconhece como o verdadeiro mestre da comédia satírica. O seu ilustre grupo de teatro Troupe, fundado no ano anterior, está falido. Perseguido pelos seus credores, Molière é enviado para a prisão, libertado e novamente preso.

Consegue depois sair da prisão, quando a sua dívida é coberta pelo Monsieur Jourdain, um homem rico que quer que ele o ajude a ensaiar uma peça de um ato, que ele havia escrito, com o fim de seduzir uma jovem e bela viúva, Célimène.

Como Jourdain é casado com Elmire e tido como um pai respeitável de duas filhas, o seu projeto deve permanecer em segredo. Jourdain apresenta então Molière como Tartuffe, um padre austero.





AS PRAIAS DE AGNÈS (DVD)


Filme de Agnès Varda

Ao regressar às praias que marcaram a sua vida, Agnès Varda inventa uma forma de auto-documentário. Agnès coloca-se em cena entre os excertos dos seus filmes, imagens e reportagens. Faz-nos partilhar com humor e emoção o seu percurso, os primeiros passos como fotógrafa de teatro, cineasta nos anos cinquenta, a vida com Jacques Demy, a sua militância feminista, as viagens a Cuba, à China e aos EUA, o percurso de produtora independente, a sua vida em família e o amor das praias. Uma mulher livre e curiosa!








O SANGUE DOS OUTROS 



Com a Segunda Guerra Mundial como pano de fundo, "O sangue dos outros" narra-nos a história de amor entre Hélène e Jean. No entanto, a frase de Dostoievski que inaugura o romance "Todos somos responsáveis por tudo perante todos", já nos anuncia aquele que será o eixo temático da narração: a responsabilidade do indivíduo na sociedade em que vive, as implicações do compromisso ideológico, o preço a pagar pela liberdade, o papel dos líderes políticos...




HISTÓRIAS  MARAVILHOSAS DO ORIENTE



Da Rússia à Índia, da Turquia ao Japão, uma antologia de contos tradicionais das diversas culturas e nações do Oriente, revisitados pelo talento e pela sensibilidade de Pearl Buck. Um mundo fabuloso de encanto e fantasia reflete-se em todas estas histórias maravilhosas que a autora recriou com o talento inimitável que lhe valeu o Prémio Nobel de Literatura.



AS FORMIGAS


Estas onze formigas - o número fetiche de Boris Vian - são contos onde a farsa surge do drama, a raiva se junta ao que é pungente e o humor mantém as emoções à distância. A maior parte das narrativas inspira-se numa expressão conhecida ou num cliché linguístico desenvolvidos de forma original. O estilo, esse, combina falso realismo com delírio onírico, o excesso cómico com o exagero feroz.
A morte, sob a forma de assassínio ou suicídio, está presente na guerra, na vida quotidiana das pontes de Paris e nos palcos do cinema, ligada ao sadismo, à fraqueza, ou até ao amor - mata-se, às vezes, aqueles que se amam.





A CONFISSÃO DE LÚCIO




"A confissão de Lúcio", considerada a mais importante obra de Mário de Sá-Carneiro, tem como base o triângulo amoroso entre Lúcio, o seu amigo Ricardo de Loureiro e a mulher deste, Marta.
Nesta novela escrita em forma de policial, o narrador, Lúcio, confessa a sua inocência, depois de ter passado dez anos na prisão acusado da morte de Ricardo, ocorrida em circunstâncias misteriosas e da qual a única testemunha é o próprio Lúcio.
Obra vanguardista, nela se encontram algumas das obsessões do autor: o amor pervertido, o suicídio, o sentimento de incompletude e de alienação do eu que lhe conferiram uma aura de poeta maldito.



CONTOS NOCTURNOS


E.T.A. Hoffmann é considerado um dos percursores do Surrealismo e das modernas literaturas de horror. O uso magistral do suspense e do sobrenatural nas suas narrativas, como pioneiro do conto fantástico, aliando o realismo ao macabro, influenciaram escritores como Kafka, Edgar Allan Poe, Charles Dickens ou Nicolau Gogol.
Inclui os seguintes contos: O Homem da Areia;  A Igreja dos Jesuítas; O Sanctus;  A Casa Deserta; O Voto; O coração de Pedra.




HISTÓRIAS SOBRENATURAIS




Alexandre Dumas inicia-se na literatura do fantástico e do sobrenatural após ter escrito os seus célebres dramas e romances históricos. Reflete sobre o bem e o mal, interrogando-se sobre as forças obscuras que podem atuar e residir no ser humano.
Eis porque as histórias reunidas neste volume constituem verdadeiras obras-primas.



HISTÓRIAS DO FANTÁSTICO

Prosper Mérimée (1803-1870), dramaturgo francês, autor de Carmen, além de historiador, arqueólogo e tradutor de Pushkin, admirador de Walter Scott e de Stendhal, é um dos mestres do fantástico onde domina o misticismo, a exploração do inexplicável ou a intrusão do sobrenatural. Histórias do Fantástico constituem uma selecção de algumas dessas suas obras, onde o romantismo da época se alia às formas destrutivas do amor e do irracional. 




VOLTAIRE



CÂNDIDO, O OPTIMISTA

Publicada anonimamente em 1759, esta obra é logo identificada o seu autor e nesse mesmo ano, a obra conhece vinte edições, seguindo a sua fama para a Itália e Inglaterra, onde é traduzida.
Voltaire foi o introdutor de um género de conto que utiliza a ironia para revelar criticamente a realidade do mundo em que vivia: utiliza a ficção como interrogação e os seus personagens agem por vezes em contradição com o senso-comum da época.
Em "Cândido", o seu herói confronta-se regularmente com o optimismo veiculado pelas teorias de Leibniz (o melhor dos mundos possíveis), ou o seu nome não exprimisse precisamente a ideia da candura que o optimismo gera na adversidade através da existência do mal e da justiça divina.

 O INGÉNUO


"O ingénuo" conta-nos a história de um índio hurão que desembarca na Bretanha, França, e que, depois de convertidos ao catolicismo e batizado, se apaixona pela sua madrinha, confrontando-se com os interditos e costumes religiosos e com a hierarquia social. De forte pendor filosófico, esta obra faz uma sátira, cheia de bom humor, ao catolicismo, à sociedade e à nobreza.



quinta-feira, 3 de maio de 2012

Encontro com o escritor Jacinto Lucas Pires




No âmbito do projecto da Câmara Municipal de Sintra "Os escritores vão à escola", temos o prazer de anunciar o encontro com o autor Jacinto Lucas Pires, no próximo dia 9 de maio, pelas 10 horas, no auditório.





"Jacinto Lucas Pires (1974) estudou Direito na Universidade Católica de Lisboa e Cinema na New York Film Academy. Publicou o seu primeiro livro em 1996 e trabalha como dramaturgo e cineasta. A sua obra encontra-se publicada em português pelos Livros Cotovia e também em espanhol, croata e tailandês. Várias peças suas estão traduzidas em francês, espanhol, inglês e norueguês. Em Portugal, os seus textos foram encenados por Manuel Wiborg, Ricardo Pais, Marcos Barbosa e João Brites. Alguns dos seus contos foram incluídos em colectâneas na Alemanha, em França, em Itália, na Bulgária, no Brasil e em Espanha...."

Clica aqui para continuares a ler a biografia do autor, no sítio da editora Cotovia.


No âmbito do Programa Gulbenkian de Desenvolvimento Humano, o escritor foi conhecer os participantes da Academia Ubuntu  que constitui uma "iniciativa de formação para a liderança, dirigida a jovens descendentes de imigrantes africanos entre os 14 e os 30 anos.". Apresentam-se seguidamente  as gravações desse encontro.

Academia Ubuntu  - Jacinto Lucas Pires_ parte 1



Academia Ubuntu  - Jacinto Lucas Pires_ parte  2


Academia Ubuntu  - Jacinto Lucas Pires_ parte 3



Academia Ubuntu  - Jacinto Lucas Pires_ parte 3


Academia Ubuntu  - Jacinto Lucas Pires_ parte 4




Entrevista sobre o livro VAMOS onde o autor retrata os percursos de vida de dezasseis jovens descendentes de imigrantes africanos que frequentaram a Academia Ubuntu.




Sinopse e excertos do seu último romance  "O verdadeiro ator" (clicar no livro digital em Notas).

Sinopse e excertos da obra  "Assobiar em público" (clicar no livro digital em Notas).


Bibliografia activa


Para averiguar o seu grau de pureza, 1996  (conto)
Universos e frigoríficos, 1997 (teatro) 
Azul-turquesa, 1998 (ficção)
2 filmes e algo de algodão, 1999 (ficção)
Arranha-céus, 1999 (teatro)
Abre para cá, 2000 (contos)
Livro usado, 2001
Escrever, falar, 2002 (teatro)
Coimbra 3, 2003 (teatro)
Do sol, 2004 (romance)
Figurantes e outras peças, 2005 (teatro)
Octávio no mundo, 2006 (teatro)
Panos, 2006 (teatro)
Perfeitos milagres, 2007 (romance)
Assobiar em público, 2008 (ficção)
Silenciador, 2008 (teatro)
Sagrada família, 2010 (teatro)
O verdadeiro ator, 2011 (ficção)



Obras de Jacinto Lucas Pires publicadas no estrangeiro: Azul-turquesa: Espanha (editora Hiru), Croácia (Mlinarec & Plavic´), Brasil (Gryphuseiro) Livro usado: Brasil (Gryphus), Universos e Frigoríficos: Tailândia (Namee Books) Octávio no Mundo: Noruega (Det Åpne Teater) Figurantes: França (Les Solitaires Intempestifs, Éditions)


Bibliografia do autor na biblioteca
2 filmes e algo de algodão / Jacinto Lucas Pires. - Lisboa : Cotovia, cop. 1999. - 79, [1] p.


quarta-feira, 2 de maio de 2012

A Secundária Miguel Torga parou para ler!



No âmbito da comemoração do Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor, a Escola Secundária Miguel Torga aderiu à iniciativa concelhia “SINTRA PARA PARA LER”, no dia 23 de abril.
Assim, pelas 9h30, no turno da manhã, e as 14h45, no turno da tarde, alunos, corpo docente e não docente interromperam as suas atividades regulares, durante 15 minutos, para juntos partilharem este momento simbólico dedicado exclusivamente ao prazer da leitura.

Acompanhem o périplo da reportagem fotográfica.






















terça-feira, 17 de abril de 2012

As escolas de Sintra param para ler

No âmbito da comemoração do Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor, a Biblioteca da Escola Secundária Miguel Torga comunica que na próxima segunda-feira, 23 de abril, a escola vai participar na iniciativa concelhia “SINTRA PARA PARA LER”.

Assim, pelas 9h30, no turno da manhã, e as 14h45, no turno da tarde, alunos, corpo docente e não docente, interromperão as suas atividades regulares, durante 15 minutos, para juntos partilharem este momento simbólico dedicado exclusivamente ao prazer da leitura.

Para esse efeito, todos deverão trazer para a escola o livro que querem ler. Se assim o desejarem, poderão, como sempre, requisitá-lo na biblioteca.
Por acreditar que o prazer de ler se fomenta e contribui para a formação integral dos nossos jovens, a Biblioteca Escolar agradece, desde já, a colaboração de toda a  comunidade escolar.



sábado, 14 de abril de 2012

Os Jograis da Nossa Escola


                                     












Título: Cem anos de solidão                                  
Autor: Gabriel Garcia Marques   


Música: Cantilena
Compositor: Osvaldo Lacerda 
Duração: 13:18'


Jogral: Wilma Ferreira



Clica aqui








                                                  



Título: O nome da rosa
Autor: Umberto Eco   
Música: canto gregoriano: Choir of the Abbey of Mount Angel
Maestro: Dom David Nicholson, OSB  
Duração: 11:59'


Jogral: Beatriz Fernandes




Clica aqui








Título: O coração das trevas
Autor: Joseph Conrad

Música: Secret Agent
Compositor: Philip Glass  
Duração: 13:14'


Jogral: Beatriz Fernandes




Clica aqui






Título: O estranho caso do Dr. Jekyll e do Sr. Hyde
Autor: Robert Louis Stevenson

Música: Night on Bald Mountain
Compositor: Modest Mussorgsky  
Duração: 5:56'

Jogral: André Moutinho




Clica aqui






Título: O cão dos Baskervilles
Autor: Sir Arthur Conan Doyle

Música: La Mer: Dialogue du Vent et de la Mer
Compositor: Claude Debussy
Maestro: Arturo Toscanini
Duração: 10:43'


Jogral: Frederico Mendonça


Clica aqui






Título: Berta, a Grande
Autor: Cuca Canals


Música: La Vita è Bella
Compositor: Nicola Piovani
Duração:15:24'


Jogral: Wilma Ferreira


Clica aqui





Título: Marley e eu
Autor: John Grogan

Música: Shiny Happy People
Compositor: R.E.M.
Duração: 7:56'



Jogral: Mª Inês Félix


Clica aqui



segunda-feira, 9 de abril de 2012

Luís de Sttau Monteiro


"Para mim há uma coisa sagrada: ser livre como o vento."




Luís Infante de Lacerda Sttau Monteiro é um dramaturgo incontornável do século XX português. Filho de Lúcia Rebelo Cancela Infante de Lacerda (1903-1980) e de Armindo Rodrigues de Sttau Monteiro (1896 – 1955), nasceu a 3 de abril de 1926, em Lisboa.
Em 1936, com dez anos de idade, partiu para Londres com seu pai, embaixador de Portugal. Em 1943, este último foi demitido do seu cargo por Salazar, pelo que regressaram a Portugal.
Estudou num colégio particular e no Liceu Pedro Nunes. Licenciou-se em Direito, que exerceu apenas durante dois anos. Regressou a Londres e tornou-se piloto de Fórmula 2. Foi aí que conheceu uma jovem inglesa, June Goodyear, com quem se casou em Sintra, em 27 de setembro de 1951.
Ao regressar a Portugal, colaborou em diversas publicações, destacando-se a revista Almanaque e o suplemento A Mosca do Diário de Lisboa. Neste último, escreveu crónicas de crítica de costume, sob a forma de redações escolares, sem qualquer pontuação, assinadas por uma adolescente, a Guidinha.* 
A sua estadia em Inglaterra, durante a juventude, pô-lo em contacto com alguns movimentos de vanguarda da literatura anglo-saxónica. Na sua obra narrativa retratou ironicamente certos estratos da burguesia lisboeta e aspetos da sociedade portuguesa sua contemporânea.
Estreou-se, em 1960, com Um Homem não Chora, a que se seguiu Angústia Para o Jantar (1961), obra que revela alguma influência de escritores ingleses da geração dos angry young men, que o consagrou, e E Se For Rapariga Chama-se Custódia (1966).
Destacou-se, sobretudo, como dramaturgo, nomeadamente com Felizmente há Luar! (1961), peça que, sob influência do teatro de Brecht e recuperando acontecimentos da anterior história portuguesa, procurava fazer uma denúncia da situação sua contemporânea. Esta peça foi publicada em 1961, tendo sido galardoada com o Grande Prémio de Teatro. A sua representação foi, no entanto, proibida pela censura. Só em 1978, após a Revolução do 25 de abril, a peça foi apresentada no Teatro Nacional.
O seu carácter contestatário levou a que fosse preso pela PIDE, em 1967, após a publicação num único volume das peças de teatro A Guerra Santa e A Estátua, sátiras em que criticava a ditadura e a guerra colonial.
Faleceu a 23 de julho de 1993, em Lisboa, tendo como «a única coisa sagrada ser livre como o vento».






Transcrevem-se, seguidamente, alguns excertos das Redacções da Guidinha*, publicadas pela Areal Editores.


"Estou farta de batatas até aos olhos não posso ver batatas à minha frente porque tenho um azar danado enquanto toda a gente hoje tem o DIA mundial da poupança eu nasci numa casa em que andamos há cinco anos ou mais sim ou mais que eu tenho a impressão de que nunca vivemos senão assim mas o melhor é voltar ao que eu estava a contar enquanto toda a gente tem o dia mundial da poupança nós lá em casa andamos no ANO inteiro da poupança e o pior é que já vamos para o quarto ano da poupança e para quê? para chegarmos vivos ao fim do mês vivos mas cheios de batatas até aos olhos (...) deviam dar uma medalha ao meu Pai porque ele é um homem bestial que inventou a tal poupança antes do resto do mundo cá para mim deviam pôr o retrato dele nos livros de história ao lado dos retratos dos navegadores porque ele descobriu a poupança antes dos outros sim porque a verdade é que a gente lá em casa anda a navegar em poupança antes dos outros há tantos anos que nem conhecemos outra coisa eu cá por mim estou à espera para ver se compro um livro de matemática porque com o dinheiro que o meu Pai ganha nem para o ano mas para voltarmos outra vez ao que eu estava a dizer o que eu quero é que ponham debaixo dos cartazes (do Dia Mundial da Poupança) «Viva o Pai da Guidinha que inventou o Ano da Poupança Doméstica» ou qualquer outra coisa parecida para se fazer justiça”





"Tretas tretas tretas a mim é que não me levam mais era o que faltava ou um ou outro é um aldrabão disseram-me que o pai natal descia pela chaminé e eu acendi o fogão para lhe queimar o rabo para ele dar um grito para eu o ver e nicles quem ficou com o rabo a arder fui eu que levei bumba no toutiço por ter gasto gás é só para ver como as coisas são disseram-me que ele trazia presentes do céu e o que ele me trouxe foi uma camisola que eu vi numa montra duma loja em saldo com o preço e tudo isto quer dizer que o Céu fica na Rua dos Fanqueiros ou que me aldrabaram por eu ser criança é o que eu digo mentem à gente mal a gente nasce e depois queixam-se de que a gente em grande queira ir para a política (...) outra porcaria que me fez o pai natal foi dizer ao meu pai que este ano os presentes eram fracotes por causa da crise que há no Céu mas então se aquilo é igual à Terra para que é que lhe chamam Céu anda a gente a privar-se de coisas para ir para o Céu e chega lá e bumba aquilo é como a Graça ou como o Areeiro eu é que não vou nisso e se as coisas não mudam para o ano faço de conta que não sei da crise e mando uma reclamação para o deputado que me representa na assembleia e o pai natal vai ver como é que as moscas picam para aprender a ser profissional a valer que isto dum pai natal amador não interessa a ninguém e muito menos a esta vossa GUIDINHA que não está cá por ver andar os outros."





A Guidinha e o 25 de Abril





Ficção
1960 - Um Homem não Chora
1961 - Angústia para o Jantar
1966 - E se for Rapariga Chama-se Custódia
1965 - A mulher que queria o fim do mundo

Teatro
1961 - Felizmente Há Luar!
1963 - Todos os Anos, pela Primavera
1965 - O Barão (1965, adaptação teatral da novela de Branquinho da Fonseca)
1966 - Auto da Barca do Motor fora da Borda
1967 - A Guerra Santa
1967 - A Estátua
1968 - As Mãos de Abraão Zacut
1971 - Sua Excelência
1979 - Crónica Atribulada do Esperançoso Fagundes




Bibliografia ativa na biblioteca
Felizmente há luar!


Bibliografia passiva na biblioteca
ÂNGELO, Paula - Felizmente há luar! [de] Luís de Sttau Monteiro : introdução ao estudo da obra. S. João do Estoril : Papelaria Bonanza, [199-?]. 84 p.
DELGADO, Isabel Teles Lopes - Para uma leitura de Felizmente há Luar! de Luís de Sttau Monteiro. 1a ed. Lisboa : Presença, 2000. 87 p.. ISBN 972-23-2580-9.
REIS, Fernando Egídio ; SANTOS, Maria Manuela Ventura ; GONÇALVES, Maria Neves L. - Felizmente há luar! de Luís de Sttau Monteiro : análise da obra. 3a ed. Lisboa : Texto, 2001. 96 p. ISBN 972-47-1496-9







quarta-feira, 14 de março de 2012

Camilo Castelo Branco



O Operário das Letras 

O primeiro escritor português a poder viver apenas da escrita


"Filho natural de Manuel Joaquim Botelho Castelo Branco, oriundo de uma farmília da pequena e recente burguesia trasmontana, perde a mãe aos dois anos e o pai aos dez. Por decisão do conselho de família, vai, com a irmã Carolina, viver para Vila Real, a cargo de uma tia paterna, Rita Emília, que não se desvelará muito em carinho pelos dois órfãos. Quando, em 1839, a irmã casa com o futuro médico Francisco José de Azevedo, vai viver com eles para Vilarinho da Samardã e aí, por entre os acasos de uma adolescência nem sempre fácil, recebe a sua primeira formação cultural com as lições do P.e António de Azevedo, irmão do cunhado, que lhe ensina doutrina cristã, latim, francês e língua portuguesa. Aos 16 anos (em 18.8.1841), casa com Joaquina Pereira da França, camponesa do lugar de Friúme, concelho de Ribeira de Pena, onde temporariamente exercia as funções de amanuense; depressa, porém, a abandonaria. A adolescente, que lhe dera uma filha, nascida a 25.10.1841, morreria em 25.11.1847, poucos meses antes dessa filha, falecida a 10.3.1848. A sua volubilidade não tardaria em substituí-la, numa longa cadeia de amores que o levará sucessivamente aos braços de Patrícia Emília, que dele teve também uma filha, Bernardina Amélia, nascida a 25.6.1848; de Isabel Cândida Mourão, religiosa do Convento da Avé Maria; e, por fim, aos de Ana Plácido, a mulher fatal da sua vida."
Clica aqui para continuar a ler a biografia do autor no site da Casa de Camilo.


 


 
Grandes Livros: "Amor de Perdição"
  Camilo Castelo Branco (Parte 1/5) 



Grandes Livros: "Amor de Perdição",
 Camilo Castelo Branco (Parte 2/5) 

Grandes Livros: "Amor de Perdição",
Camilo Castelo Branco (Parte 3/5)
 


Grandes Livros: "Amor de Perdição",
Camilo Castelo Branco (Parte  4/5) 



Grandes Livros: "Amor de Perdição",
Camilo Castelo Branco (Parte 5/5) 




 CINEMA

Baseado na obra homónima de Camilo Castelo Branco, o filme "Mistérios de Lisboa",  que fez mais de 100 mil espetadores no primeiro ano da sua exibição em França, relançou o interesse pela obra de Camilo, tornando-se num dos livros mais vendidos da Fnac Forum, no centro de Paris.  
















"Mistérios de Lisboa" - trailer




Para mais informações sobre Camilo Castelo Branco consulta:
Projecto Vercial, a maior base de dados na Internet sobre literatura portuguesa.
C.I.T.I., Centro de investigação para tecnologias interactivas (Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa).
DGLB, Direcção-Geral do Livro e das Bibliotecas.

Obras integrais em formato digital [pdf] na Biblioteca Digital da Porto Editora:

Bibliografia ativa na biblioteca da escola:

Amor de Perdição
Amor de salvação
Amor de perdição: memórias duma família
Aventuras de Basílio Fernandes Enxertado
A brasileira de Prazins: cenas do Minho
Carlota Ângela
Cenas da Foz
A doida do Candal
Doze casamentos felizes
A enjeitada
A filha do arcediago
A filha do Regicida
Um homem de brios
Maria Moisés
Memórias de Guilherme do Amaral
Mistérios de Fafe
A neta do Arcediago
A queda dum anjo
O regicida
O retrato de Ricardina
Vingança
A brasileira de Prazins: cenas do Minho

Bibliografia passiva na biblioteca da escola:

BORREGANA, António Afonso - Amor de Perdição de Camilo Castelo Branco; Os Maias de Eça de Queirós: o texto em análise. 5a ed. Lisboa: Texto, 1998. 77, [3] p. ISBN 972-47-0459-9.
VILELA, Ana Manuela Pires; GUERRA, Dalila Maria Teixeira - Leitura orientada da novela Maria Moisés de Camilo Castelo Branco: 8o-10o ano e curso nocturno. Porto: Porto Ed.,, 1997. 143 p. ISBN 972-0-40165-6.












quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Almeida Garrett



O herói romântico   


Pseudónimo de João Baptista da Silva Leitão. Nasceu no Porto, em 1799 e faleceu em Lisboa, em 1854.
Foi poeta, romancista, dramaturgo, cronista, político. De entre a sua vasta e importante obra, destacam-se Viagens na Minha Terra (literatura de viagens), Frei Luís de Sousa (drama), Folhas Caídas (poesia) ou Romanceiro (uma colectânea de poemas narrativos da tradição oral, também chamados “romances”).
Tem o grande mérito de ser o introdutor do Romantismo em Portugal ao nível da criação textual. Foi ele quem propôs a edificação do Teatro Nacional de D. Maria II e a criação do Conservatório de Arte Dramática.

Roteiro bio-bibliográfico, no sítio da Biblioteca Nacional.



A viagem de Garrett

 RTP2 JPL TVRIP





Não te amo


Não te amo, quero-te: o amor vem d'alma.
E eu n'alma – tenho a calma,
A calma – do jazigo.
Ai! não te amo, não.

Não te amo, quero-te: o amor é vida.
E a vida – nem sentida
A trago eu já comigo.
Ai, não te amo, não!

Ai! não te amo, não; e só te quero
De um querer bruto e fero
Que o sangue me devora,
Não chega ao coração.

Não te amo. És bela; e eu não te amo, ó bela.
Quem ama a aziaga estrela
Que lhe luz na má hora
Da sua perdição?

E quero-te, e não te amo, que é forçado,
De mau, feitiço azado
Este indigno furor.
Mas oh! não te amo, não.

E infame sou, porque te quero; e tanto
Que de mim tenho espanto,
De ti medo e terror...
Mas amar!... não te amo, não.

Almeida Garrett, in Folhas Caídas





Grandes Livros - Episódio 10: "Viagens na Minha Terra",
 Almeida Garrett (1/6)


Grandes Livros - Episódio 10: "Viagens na Minha Terra",
 Almeida Garrett (2/6)



Grandes Livros - Episódio 10: "Viagens na Minha Terra",
 Almeida Garrett (3/6)



Grandes Livros - Episódio 10: "Viagens na Minha Terra",
Almeida Garrett (4/6)



Grandes Livros - Episódio 10: "Viagens na Minha Terra",
Almeida Garrett (5/6)



Grandes Livros - Episódio 10: "Viagens na Minha Terra",
 Almeida Garrett (6/6)


Para mais informações sobre Almeida Garrett consulta:
Projecto Vercial, a maior base de dados na Internet sobre literatura portuguesa.
C.I.T.I., Centro de investigação para tecnologias interactivas (Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa).
DGLB, Direcção-Geral do Livro e das Bibliotecas.
Biblioteca Nacional - Bicentenário de Almeida Garrett.

Obras integrais em formato digital [pdf] na Biblioteca Digital da Porto Editora:
Outras obras digitalizadas de Almeida Garrett na Biblioteca Nacional.